Page 57 - Ebook Pavimentação de Baixo Custo
P. 57
Δ Δ
Δ Δ
Δ
Δ
Δ Δ Δ
Δ
Δ
Δ
possível classificar os solos lateríticos e saprolíticos de acordo
com a Metodologia MCT, por meio do Gráfico Classificatório
proposto por Nogami e Villibor (1981), apresentado na Figura
4.4. Nesse gráfico o eixo das abscissas representa o coeficiente
c’ e o eixo das ordenadas representa o índice e’.
O índice e’ é calculado a partir do coeficiente d’ da curva de compacta-
ção, correspondente a 10 golpes, e do parâmetro Pi, segundo
a Expressão 4.4.
e’: Índice de laterização;
Pi: Parâmetro da perda de massa por imersão
(4.4) (%);
d’: Inclinação da curva de compactação de
n = 10 golpes.
Δ
Segundo Nogami e Villibor (1995), o índice e’ foi concebido para indicar
o comportamento laterítico ou não laterítico dos solos. Os
Δ
autores verificaram que o comportamento laterítico começa
a se manifestar quando d’ > 20 (kg/m³)/% e Pi < 100 %, o
que permitiu o estabelecimento da linha horizontal princi-
pal correspondente a e’ = 1,15 (linha tracejada da Figura 4.4)
que separa os solos “L” dos solos “N”. Para os solos com baixa
Δ
quantidade de finos (areias), a transição das classes L e N,
segundo os autores, ocorre para valores mais altos de Pi e
menores de d’, o que levou a estabelecer a linha horizontal
secundária, correspondente a e’ = 1,40.
Δ Δ
A linha tracejada no gráfico da classificação MCT foi utilizada para indi-
Δ
car os solos próximos a ela que, muitas vezes, podem gerar
dúvidas sobre seu comportamento laterítico (L) ou não (N).
Nesse caso, para obter o comportamento do solo, devem-se
verificar as condições abaixo:
• Condição para verificação do comportamento L:
- quando o Pi decrescer sensivelmente, no intervalo de
Mini-MCV de 10 a 15, podendo atingir valor zero ou
muito baixo; e
- quando a curva Mini-MCV, em função do teor de
umidade de compactação, apresentar concavidade
para cima.
4 classificação de solos tropicais 57 57