Page 36 - Jose Morais Autobiography Book 1
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Terreno da Estação antes de comprar
As dificuldades foram imensas, pois ninguém acreditava que eu era já o
verdadeiro proprietário dos terrenos envolventes. Fui quatro vezes a Portugal,
mais concretamente ao Porto, para tratar dos documentos. Quando lá chegava, a
senhora notária que era de Chaves, mas que trabalhava no Porto, porque também
teria alguém interessado e como eu era emigrante, tentava sempre desencorajar-
me. Mas, como se costuma dizer no norte: o José é mais teimoso do que um
jumento. Depois de várias tentativas, lá se resolveu a questão dos documentos e a
reconstrução foi iniciada. Tudo foi feito para que a traça original fosse mantida.
Mas já tinham roubado a maior parte dos azulejos pintados e por dentro o edifício
era muito pequeno. Com a experiência que eu tinha na construção e pelo trabalho
que fazia nos E.U., na compra e reconstrução de casas antigas, com história,
localizadas na área das batalhas do Norte e Sul dos E.U., mais propriamente em
Manassas, resolvi consultar alguns arquitetos em Chaves. Ele não ficaram
satisfeitos com as alterações que eu propunha. Então, foi aí que eu decidi, com o
apoio do Pai e do irmão mais novo, meter mão à obra e iniciar os trabalhos de
recuperação da Estação e casario envolvente. Tentei encontrar logo quem
reproduzisse os azulejos, portas e janelas, tudo como o original. A Estação do
Tâmega foi reconstruída em tempo recorde e hoje é o motivo de orgulho dos
cidadãos e governantes do concelho de Chaves.