Page 21 - Everton
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Novos passeios públicos foram criados:
VLT
Descrição do Projeto
Em projetos de mobilidade urbana, o VLT é a tecnologia mais indicada para alavancar projetos de revitalização
urbana em função do excelente padrão de serviço ofertado e possibilitar boa convivência com o pedestre, o
ciclista e a população lindeira.
A construção do VLT Carioca foi parte de um antigo projeto de revitalização da região central do Rio de
Janeiro, que ganhou vida quando a cidade foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto
substituiu o Elevado da Perimetral, uma via expressa que cercava e degradava a região, pela Orla Conde, um
boulevard à beira da Baía da Guanabara rodeado por atrações culturais e turísticas e que tem o VLT como
principal meio de transporte.
Atualmente composta por duas linhas e 26 paradas, inauguradas entre 2016 e 2017, a rede ganhará uma
terceira linha em dezembro de 2018.O trecho comercial do VLT Carioca é totalmente livre de catenárias. A frota
é composta por 32 trens Alstom Citadis, com 44 metros de comprimento e capacidade para 420 passageiros.
A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou em julho de 2012 o processo de abertura da licitação sobre o projeto do
VLT Carioca, através de consulta pública ao edital, a fim de possibilitar o exame das empresas interessadas
no projeto. A licitação foi realizada em 30 de abril de 2013, e foi vencida por um consórcio formado por
Invepar, Odebrecht TransPort, CCR, RioPar, Benito Roggio Transporte e RATP.
A implantação do novo meio de transporte teve custo avaliado em 1,157 bilhão de reais, sendo 525 milhões
de reais financiados por recursos federais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade,
e 632 milhões de reais viabilizados por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Algumas obras necessárias para a implantação do VLT Carioca já haviam sido iniciadas em 2012 pela
concessionária da região portuária, como a reabertura do Túnel da Marítima — um túnel construído ainda no
período do Brasil Império para o trânsito de trens entre o porto e a Central do Brasil — e a construção do Túnel
Nina Rabha, além da demolição do Elevado da Perimetral e das próprias obras de revitalização da região.