Page 151 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Mostra Estadual do Programa Mais Médicos do Ceará
Título
AÇÕES EM SAÚDE PARA PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x 411.190.453-04 MARIA AUXILIADORA BEZERRA FECHINE UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO
x 819.527.165-00 TAÍS ALVES DE LIMA MATOS Programa Mais Médicos
959.247.103-78 SUERDA MARIA DE ANDRADE XAVIER Secretaria de Saúde de Maracanaú
023.550.713-06 FRANCISCO RAFAEL RIBEIRO DANTAS Secretaria De Saúde De Maracanaú
455.051.363-20 REJANE HELENA CHAGAS DE LIMA Secretaria de Saúde de Maracanaú
624.399.953-04 CARLOS HENRIQUE PINHEIRO DA SILVA PROGRAMA MAIS MÉDICOS UNILAB
Resumo
A mortalidade materna é definida como a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da
gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez
ou por medidas em relação a elas, porém não a causas acidentais ou incidentais. O número de mortes maternas de um país constitui
excelente indicador de sua realidade social, estando inversamente relacionado ao grau de desenvolvimento humano. As síndromes
hipertensivas específicas gestacionais (SHEG) e as síndromes hemorrágicas (SH) são as principais causas de mortes maternas
por causas obstétricas diretas no Brasil e no mundo, e ocorrem, principalmente pela má qualidade da assistência no pré-natal e no
parto. No Ceará, houve redução de 31% dos óbitos maternos, sendo 135 em 2014 e 93 em 2016. O Município de Maracanaú que aderiu
ao Programa Mais Médicos, em 2013, vem desenvolvendo ações no âmbito da Atenção Básica à Saúde, contribuindo para a redução da
morbimortalidade materna. A equipe de saúde da família do Bairro Novo Oriente, a partir da ocorrência de 5 episódios de eclâmpsia em
2014, realizou um estudo para averiguar as possíveis causas das ocorrências. Observou aumento no número de pacientes com
complicações decorrentes da diabetes mellitus, gestantes com pré-eclâmpsia e eclâmpsia, aumento no consumo de drogas e violência,
uso abusivo de psicofármacos e poluição ambiental do ar pela fumaçã produzida pelas indústrias. Foram realizadas diversas
ações em busca de solucionar o problemas, como, palestras-debates, organização da rede de atenção à gestante de risco e
envolvimento da comunidade nas ações em saúde. Como resultado, até o presente ano de 2018, não ocorreram casos graves de SHEG
que necessitem intervenção especializada. A identificação e implantação de intervenções efetivas para a redução da mortalidade materna,
durante o pré-natal e, preferencialmente, no parto, quando predominam as mortes, devem ser prioridades do governo e da prórpia
sociedade.