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4 CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS TROPICAIS
ENFOQUE
Apresenta a Classificação MCT de solos tropicais de granulação fina, uma das mais importan-
tes aplicações práticas da Sistemática MCT, além das principais dificuldades e deficiências do
uso das classificações tradicionais quando usadas para estudo destes solos. Por fim, os auto-
res apresentam a Classificação G-MCT, uma proposta inicial para estudo de solos tropicais de
granulação grossa, que deve ser melhor discutida para seu aperfeiçoamento.
4.1 Introdução
As classificações geotécnicas que tradicionalmente mais utilizadas nos
órgãos rodoviários do Brasil são a TRB (Transportation Research
Board) e o SUCS (Sistema Unificado de Classificação de Solos).
Essas classificações são fundamentadas em resultados labo-
ratoriais e no comportamento dos vários tipos de solos no
campo. Contudo, são baseadas principalmente em experiên-
cias norte-americanas que, quando aplicadas aos solos tropi-
cais, apresentam uma série de dificuldades e de deficiências,
conforme verificado por diversos especialistas, entre eles
Nogami e Villibor (1995, 2009).
Em 1981, Nogami e Villibor propuseram uma nova classificação para solos
tropicais de granulação fina (passam na peneira de 2,00 mm),
designada como Classificação MCT. A MCT tem como base
ensaios que permitem identificar as propriedades mecânicas
e hídricas dos solos compactados, obtidas por meio de CPs de
dimensões reduzidas. Essa classificação acha-se normalizada
pelo DNER-CLA 259/96 e DER/SP M 196/89.
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