Page 51 - Ebook Pavimentação de Baixo Custo
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de granulação grossa e fina, utilizados em obras rodoviárias
em condições ambientais tropicais.
Para classificar e prever as propriedades dos solos tropicais para fins rodoviá-
rios é mais importante saber se o solo apresenta comportamento
laterítico ou não do que sua granulometria e/ou seu grupo nas
classificações TRB e SUCS.
Esses fatos motivaram Nogami e Villibor (1981) a desenvolver a classi-
ficação MCT apresentada no item 4.4, específica para solos e
condições tropicais para fins rodoviários.
4.4 Classificação MCT para Solos Tropicais de
Granulação Fina
4.4.1 Considerações Iniciais
O desenvolvimento desta classificação foi possível graças à obtenção de
uma grande quantidade de dados de solos tropicais quanto
às suas propriedades de interesse na área rodoviária. Muitos
desses estudos, conduzidos por Nogami e Villibor ao longo
de 10 anos, permitiram propor a classificação MCT em 1981.
Paralelamente a esses estudos, foram desenvolvidos equipa-
mentos necessários para a realização dos ensaios da Sistemá-
tica MCT, englobando-os para a classificação.
Esta classificação fornece valores estimativos das propriedades de grupos
de solos tropicais, em condições compactadas, permitindo
orientar, hierarquizar e estimar os valores numéricos das
propriedades dos grupos da MCT, que auxiliam preliminar-
mente os estudos geotécnicos definitivos para diversas apli-
cações práticas na área rodoviária.
Nos itens a seguir, está apresentado detalhadamente o desenvolvimento
da classificação MCT proposta por Nogami e Villibor (1981).
4.4.2 Programa de Ensaios
Nessa classificação, os solos são divididos em duas classes: uma de
comportamento laterítico (classe L) e outra de não lateríti-
co (classe N). Dentro delas, têm-se três grupos da classe L e
quatro da classe N. Para sua obtenção, utiliza-se um programa
4 classificação de solos tropicais 51 51