Page 24 - Livro de Rute
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r em Cristo para o perdão dos nossos pecados, mas temos graves
dúvidas às vezes sobre o que Ele pode fazer quanto aos seus resultados.
Aqui Ele desafia nossas dúvidas quanto ao Seu poder nesta área, como
Jeová teve de desafiar as dúvidas de Israel em Isaías 50:2: “Acaso se
encolheu tanto a minha mão que já não pode remir ou já não há força
em mim para livrar?”

Foi triste que Israel tivesse ido para o cativeiro por causa do seu
pecado, mas foi ainda mais triste que, tendo chegado lá, eles não
tenham visto que Jeová era o Seu Parente, seu “Goel”, e não tenham
crido que Sua mão ainda tivesse poder para redimi-los de suas
desolações. Tanto que temos estas maravilhosas profecias positivas em
Isaías, Jeremias e outros profetas, falando ao povo sobre a gloriosa
restauração que um dia ocorreria, e lhes assegurando que Jeová era o
Seu Redentor, o Seu Goel, e como está escrito: “O seu Redentor é forte,
certamente pleiteará a sua causa.” (Jeremias 50:34). De fato, a redenção
da Babilônia é profetizada antes mesmo que tivessem ido para lá, e nos
mais brilhantes termos! A restauração da cidade arruinada e do templo é
predita antes mesmo que tivessem se tornado em ruínas! Tal é a
extensão em que a graça antecede o pecado no caso de Israel! Que coisa
perturbadora deve ter sido para eles aprenderem que Jeová, contra
Quem eles tinham pecado, e sob Sua mão tinham sofrido tantas
disciplinas não era outro senão Seu Parente mais Próximo, empenhado
na Sua derradeira redenção de tudo isso.

De maneira semelhante, conosco, a graça antecede o pecado e o
nosso parente mais próximo é “o Cordeiro que foi morto desde a
fundação do mundo”, tendo Deus antecipado nEle todas as nossas
situações de perda, antes mesmo que elas tivessem surgido. Portanto, o
poder de Sua destra é totalmente capaz de fazer novas todas as coisas. O
fato é que redimir o que o homem tem perdido é a área onde Jesus
excede. Como dissemos anteriormente, é aqui que Ele está no Seu
melhor. Ele é o Divino Oleiro que não Se desespera quando vê que o
vaso se desfigura em Suas mãos, mas faz novamente outro vaso,
conforme parece bem ao Oleiro fazer. E é maravilhoso contemplar o
belo e novo vaso que Ele faz por último, a partir da desfigurada
confusão que nós lhe apresentamos.

Estas palavras são de fato verdadeiras, mas com uma condição –

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