Page 27 - Livro de Rute
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ado, não há nada para Ele redimir. Ele existe exatamente para a tal
situação em que você, meu caro, se acha. E a própria palavra Redentor
pode ajudar aqui. Ela não apenas começa com “Re”, mas termina com o
sufixo “or”. Existem muitas palavras que terminam desta forma:
trabalhador, escritor, etc. um trabalhador, não é alguém que trabalha
apenas uma vez, mas trabalha continuamente; um escritor é alguém que
escreve continuamente. E assim, Redentor, não é alguém que redime
apenas uma vez, mas que redime habitual e continuamente. Sempre que
as coisas dão errado, lá está Ele como nosso Redentor; e, se as coisas
dão errado outra vez, no mesmo ponto ou em outro qualquer, Ele está
pronto para fazê-lo novamente. Como temos visto, “novamente” está
implícito no prefixo “re”. Tanto o prefixo quanto o sufixo falam de
contínua Redenção. Que encorajamento, portanto, para sermos rápidos
em nosso arrependimento e em nos valermos dEle!

Tudo isso significa que não precisamos mais ter medo do
pecado. Sem dúvida, é sempre saudável ter medo de pecar (lembre-se
da resposta de José à esposa de Potifar em Gênesis 39:9), mas aqui
estamos falando de não ter medo do pecado. Algumas pessoas são tão
temerosas de falhar, que ficam todo o tempo tensas e, de fato, sua
própria atitude as predispõe a falhar. São como coelhos que,
aterrorizados e fascinados por uma serpente, por causa de seu próprio
terror, vão diretamente para a mandíbula dela. Não precisamos ser
assim. Sabemos o que fazer com o pecado. Conhecemos Aquele que
tem a resposta, Aquele que, se as coisas dão errado, sabe como resgatá-
las e libertar-nos da culpa e da tirania da auto-recriminação.

Tal confiança no poder do sangue de Jesus, longe de nos dar
liberdade para pecar, dá-nos coragem e força para dizer “não”. Mas, se
uma pessoa sente que tudo depende de ela andar no fio da navalha da
vitória e que se ela cair estará tudo acabado, então de fato ela está
derrotada. Mas as coisas nunca estão acabadas para aquele que conhece
o poder de redimir novamente do seu Parente mais Próximo.

Para concluir este capítulo, recordemos que o judeu de
antigamente, não tinha de esperar até o ano do Jubileu para ter suas
terras restauradas e a si mesmo livre da escravidão. Se ele possuísse um
parente mais próximo que fosse capaz e o desejasse, ele poderia ter
tanto as suas terras como a si mesmo redimidos imediatamente. Há,

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