Page 32 - Livro de Rute
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ompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar
refúgio”. É bem claro que o que primeiro o atraiu para ela não foi que
ela possivelmente fosse jovem e atraente, ou mesmo que ele fosse um
parente próximo de família com o direito de redimir – este fato ainda
não havia ocorrido a nenhum deles, mas simplesmente a escolha tocante
que ela havia feito, com suas implicações morais e espirituais.
Como resultado, quando aconteceu de ela entrar na parte do
campo pertencente a Boaz, ele prestou nela especial atenção, e lhe
estendeu favores não usualmente concedidos a colhedores. Em primeiro
lugar, ele lhe deu as boas vindas e lhe recomendou que não fosse colher
em outro campo. Depois, lhe deu permissão para beber das vasilhas
destinadas aos segadores; colhedores, geralmente não têm esse direito.
Além disso, ele lhe garantiu ter advertido seus moços a não terem
atitudes impróprias para com ela nem a molestarem. Ao meio dia ele a
convidou para comer com ele e seus segadores, para pegar o pão e
molhar no vinho. Fazendeiros não eram obrigados a prover comida para
os colhedores; eles permaneciam famintos até o fim do dia. Mas Boaz
fez mais do que convidá-la para comer com eles; ele pessoalmente lhe
deu grãos tostados, e isto em tal quantidade que não apenas ela se
saciou, como ainda pode levar alguma coisa para sua sogra. Finalmente,
ele instruiu seus segadores para deixá-la colher até entre as gavelas.
Normalmente, se colhedores chegam tão perto assim, são advertidos
severamente a sair fora. Mas Boaz deu ordem para que a deixassem e
não a reprovassem. Ele ainda foi além, e segredou aos segadores para
deixarem também cair dos molhos algumas espigas de propósito para
que ela as apanhasse. E pela segunda vez, ele acrescenta as palavras “e
não a censureis”. Que homem de “bom coração”, se é que já houve
algum!
O resultado é que Rute achou de fato nos campos de Boaz, os
campos da graça! Rebuscadores trabalham muito para colher pouco,
mas ela estava apanhando muito com pouco esforço! Rute ficou
prostrada pela graça e literalmente caiu sobre sua face e curvou-se sobre
o chão, e perguntou-lhe: “Como é que me favoreces e fazes caso de
mim, sendo eu estrangeira?” Como resposta, ele apenas disse: “Bem me
contaram tudo quanto fizeste”. Se alguém nos falasse isto, sentir-nos-
íamos um pouco inquietos, e esperaríamos que a pessoa prosseguisse
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refúgio”. É bem claro que o que primeiro o atraiu para ela não foi que
ela possivelmente fosse jovem e atraente, ou mesmo que ele fosse um
parente próximo de família com o direito de redimir – este fato ainda
não havia ocorrido a nenhum deles, mas simplesmente a escolha tocante
que ela havia feito, com suas implicações morais e espirituais.
Como resultado, quando aconteceu de ela entrar na parte do
campo pertencente a Boaz, ele prestou nela especial atenção, e lhe
estendeu favores não usualmente concedidos a colhedores. Em primeiro
lugar, ele lhe deu as boas vindas e lhe recomendou que não fosse colher
em outro campo. Depois, lhe deu permissão para beber das vasilhas
destinadas aos segadores; colhedores, geralmente não têm esse direito.
Além disso, ele lhe garantiu ter advertido seus moços a não terem
atitudes impróprias para com ela nem a molestarem. Ao meio dia ele a
convidou para comer com ele e seus segadores, para pegar o pão e
molhar no vinho. Fazendeiros não eram obrigados a prover comida para
os colhedores; eles permaneciam famintos até o fim do dia. Mas Boaz
fez mais do que convidá-la para comer com eles; ele pessoalmente lhe
deu grãos tostados, e isto em tal quantidade que não apenas ela se
saciou, como ainda pode levar alguma coisa para sua sogra. Finalmente,
ele instruiu seus segadores para deixá-la colher até entre as gavelas.
Normalmente, se colhedores chegam tão perto assim, são advertidos
severamente a sair fora. Mas Boaz deu ordem para que a deixassem e
não a reprovassem. Ele ainda foi além, e segredou aos segadores para
deixarem também cair dos molhos algumas espigas de propósito para
que ela as apanhasse. E pela segunda vez, ele acrescenta as palavras “e
não a censureis”. Que homem de “bom coração”, se é que já houve
algum!
O resultado é que Rute achou de fato nos campos de Boaz, os
campos da graça! Rebuscadores trabalham muito para colher pouco,
mas ela estava apanhando muito com pouco esforço! Rute ficou
prostrada pela graça e literalmente caiu sobre sua face e curvou-se sobre
o chão, e perguntou-lhe: “Como é que me favoreces e fazes caso de
mim, sendo eu estrangeira?” Como resposta, ele apenas disse: “Bem me
contaram tudo quanto fizeste”. Se alguém nos falasse isto, sentir-nos-
íamos um pouco inquietos, e esperaríamos que a pessoa prosseguisse
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