Page 33 - Livro de Rute
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merando os nossos pecados secretos; não foi assim com Boaz: ele
prosseguiu enumerando aquelas profundas e custosas escolhas que ela
havia feito em toda sua pobreza, e que o haviam tocado tanto. E um
pouco perturbado, eu penso, ele acrescentou: “o Senhor retribua o teu
feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob
cujas asas vistes buscar refúgio”.
A magnanimidade de Boaz para com a pobre colhedora Rute, é
nada comparada à vasta graça do Senhor Jesus para com aquele que se
humilha o suficiente para confessar-se como um cristão fracassado, e
toma o Deus dos pecadores para ser o seu Deus. Uma vez que
começamos a andar neste terreno, achamo-nos como objetos de Sua
especial atenção, de um modo que não acontece quando protestamos
nossa suficiência. Ao nos dobrarmos diante dEle em nosso
reconhecimento de fracasso e de pobreza, sabendo que só Jesus pode
fazer do pecador algo bom, achamos amor, encorajamento e socorro
vindos a nós de todas as direções, de um modo que é bastante
extraordinário e imerecido. Mãos cheias de preciosas promessas são
deixadas de propósito por todos os lugares, e quando nos inclinamos
para recolhê-las, ouvimos as palavras soando novamente: “não a
censureis”. E descobrimos que, apesar de sermos pobres colhedores, o
campo em que estamos colhendo é o campo da graça; pois Jesus está
fazendo-nos coisas que nem esperávamos nem merecíamos; e elas não
são senão o presságio de mais coisas por vir. Isto é de fato verdade, e
não imaginação poética. O Novo Testamento diz: “Deus enviou Seu
Filho, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse
salvo por Ele”, e se Ele não está condenando o mundo, certamente não
está condenando os santos fracassados, que são suficientemente
honestos para assumirem seu lugar como tais. Os registros de Deus
lidando com os pecadores que voltavam para Ele, no Antigo e no Novo
Testamento, desde Manassés, o mais perverso dos reis, até a mulher
apanhada em adultério, todos proclamam o fato de que Deus tem prazer
na misericórdia.
Se confusos e prostrados por tal graça perguntarmos, como Rute
o fez: “Como é que achei graça aos teus olhos e fazes caso de mim,
sendo eu o que sou?” Ele responderá, como Boaz o fez para Rute: “Bem
me disseram tudo quanto fizeste...”, e apontará, não tanto os nossos
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prosseguiu enumerando aquelas profundas e custosas escolhas que ela
havia feito em toda sua pobreza, e que o haviam tocado tanto. E um
pouco perturbado, eu penso, ele acrescentou: “o Senhor retribua o teu
feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob
cujas asas vistes buscar refúgio”.
A magnanimidade de Boaz para com a pobre colhedora Rute, é
nada comparada à vasta graça do Senhor Jesus para com aquele que se
humilha o suficiente para confessar-se como um cristão fracassado, e
toma o Deus dos pecadores para ser o seu Deus. Uma vez que
começamos a andar neste terreno, achamo-nos como objetos de Sua
especial atenção, de um modo que não acontece quando protestamos
nossa suficiência. Ao nos dobrarmos diante dEle em nosso
reconhecimento de fracasso e de pobreza, sabendo que só Jesus pode
fazer do pecador algo bom, achamos amor, encorajamento e socorro
vindos a nós de todas as direções, de um modo que é bastante
extraordinário e imerecido. Mãos cheias de preciosas promessas são
deixadas de propósito por todos os lugares, e quando nos inclinamos
para recolhê-las, ouvimos as palavras soando novamente: “não a
censureis”. E descobrimos que, apesar de sermos pobres colhedores, o
campo em que estamos colhendo é o campo da graça; pois Jesus está
fazendo-nos coisas que nem esperávamos nem merecíamos; e elas não
são senão o presságio de mais coisas por vir. Isto é de fato verdade, e
não imaginação poética. O Novo Testamento diz: “Deus enviou Seu
Filho, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse
salvo por Ele”, e se Ele não está condenando o mundo, certamente não
está condenando os santos fracassados, que são suficientemente
honestos para assumirem seu lugar como tais. Os registros de Deus
lidando com os pecadores que voltavam para Ele, no Antigo e no Novo
Testamento, desde Manassés, o mais perverso dos reis, até a mulher
apanhada em adultério, todos proclamam o fato de que Deus tem prazer
na misericórdia.
Se confusos e prostrados por tal graça perguntarmos, como Rute
o fez: “Como é que achei graça aos teus olhos e fazes caso de mim,
sendo eu o que sou?” Ele responderá, como Boaz o fez para Rute: “Bem
me disseram tudo quanto fizeste...”, e apontará, não tanto os nossos
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