Page 37 - Livro de Rute
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Há regras a guardar, experiências a obter, degraus a atingir, se
quisermos ser vitoriosos; mas, parece que esquecemos que somos fracos
demais para galgar o primeiro degrau, quanto mais o resto... O resultado
é que somos postos sob tensão e ficamos lutando em nossas próprias
forças, e nunca alcançamos o padrão. Isto, por sua vez, implica que
Jesus não é suficiente para o pecador e estamos, com efeito,
acrescentando alguma coisa a Ele – se não alguma coisa para fazermos,
algum sentimento para experimentarmos. E, invariavelmente, o que é
acrescentado a Ele torna-se mais importante do que Ele mesmo, e O faz
de nenhum proveito para nós.
Todos estes acréscimos a Cristo são apenas sutis variantes do
caminho das obras, do qual Paulo tanto fala em suas epístolas. Quão
embaraçoso é para aqueles de nós que começaram no Espírito, sermos
achados pelos nossos irmãos em outro campo, tentando “aperfeiçoar-
nos na carne” (Gálatas 3:3). Mas todos nós o temos feito, em um ou
outro grau e ganhamos para nós mesmos a reputação daqueles que estão
sempre em alguma coisa nova. A coisa nova apenas nos leva ao
desespero e frustração. Que descanso voltarmos ao campo da graça e ao
pé da cruz, onde todas as coisas são recebidas como dádivas para o
pobre homem que confessa a si mesmo, ser pobre.
Assim, Rute se resignou a não ir a nenhum outro campo além
daquele no qual ela começou. Todavia, até este ponto da história, ela é
apenas uma colhedora; o grande destino que lhe estava reservado, não
havia sido ainda nem pensado, muito menos experimentado. Mas ela já
havia ao menos aprendido o nome daquele em cujos campos estava
colhendo. Quando interrogada por Noemi, à tarde: “onde colheste
hoje?”, ela respondeu: “o nome do homem em cujo campo trabalhei, é
Boaz”. Aquela foi a primeira vez que aquele nome veio a seus lábios.
Ela pouco sabia quão caro ele se tornaria para ela e quanto seu
possuidor faria por ela.
CAPÍTULO 5
RUTE AOS PÉS DE BOAZ
uando Rute contou à sua sogra que o nome do homem em cujo
campo ela tinha estado colhendo era Boaz, eu gosto de pensar
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quisermos ser vitoriosos; mas, parece que esquecemos que somos fracos
demais para galgar o primeiro degrau, quanto mais o resto... O resultado
é que somos postos sob tensão e ficamos lutando em nossas próprias
forças, e nunca alcançamos o padrão. Isto, por sua vez, implica que
Jesus não é suficiente para o pecador e estamos, com efeito,
acrescentando alguma coisa a Ele – se não alguma coisa para fazermos,
algum sentimento para experimentarmos. E, invariavelmente, o que é
acrescentado a Ele torna-se mais importante do que Ele mesmo, e O faz
de nenhum proveito para nós.
Todos estes acréscimos a Cristo são apenas sutis variantes do
caminho das obras, do qual Paulo tanto fala em suas epístolas. Quão
embaraçoso é para aqueles de nós que começaram no Espírito, sermos
achados pelos nossos irmãos em outro campo, tentando “aperfeiçoar-
nos na carne” (Gálatas 3:3). Mas todos nós o temos feito, em um ou
outro grau e ganhamos para nós mesmos a reputação daqueles que estão
sempre em alguma coisa nova. A coisa nova apenas nos leva ao
desespero e frustração. Que descanso voltarmos ao campo da graça e ao
pé da cruz, onde todas as coisas são recebidas como dádivas para o
pobre homem que confessa a si mesmo, ser pobre.
Assim, Rute se resignou a não ir a nenhum outro campo além
daquele no qual ela começou. Todavia, até este ponto da história, ela é
apenas uma colhedora; o grande destino que lhe estava reservado, não
havia sido ainda nem pensado, muito menos experimentado. Mas ela já
havia ao menos aprendido o nome daquele em cujos campos estava
colhendo. Quando interrogada por Noemi, à tarde: “onde colheste
hoje?”, ela respondeu: “o nome do homem em cujo campo trabalhei, é
Boaz”. Aquela foi a primeira vez que aquele nome veio a seus lábios.
Ela pouco sabia quão caro ele se tornaria para ela e quanto seu
possuidor faria por ela.
CAPÍTULO 5
RUTE AOS PÉS DE BOAZ
uando Rute contou à sua sogra que o nome do homem em cujo
campo ela tinha estado colhendo era Boaz, eu gosto de pensar
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