Page 1054 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
QUALIDADE DE VIDA DE ADULTOS HIPERTENSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO SECUNDÁRIA À SAÚDE
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x 044.808.673-50 Samuel Miranda Mattos Universidade Estadual do Ceara
043.535.023-44 Dafne Lopes Salles Universidade Estadual do Ceará
x 608.594.983-95 Sarah Ellen da Paz Fabricio Universidade Estadual do Ceará
026.962.173-35 Irialda Saboia Carvalho Universidade Estadual do Ceará
505.931.453-72 Thereza Maria Magalhães Moreira Universidade Estadual do Ceará
Resumo
INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica multifatorial e é um importante fator de risco para o
desenvolvimento de doenças cardiovasculares, caracteriza-da por níveis elevados e sustentados de pressão arterial, afetando 20% da
população adulta mundial e 60% dos idosos. Ela contribui significativamente para modificações na Qualidade de Viada (QV) por interferir na
capacidade física e emocional, na interação social e na desenvoltura intelectual e profissional. OBJETIVO: Analisar a associação da
qualidade de vida e as características sociodemográficas de adultos hipertensos atendidos na Atenção Secundária à Saúde de
Fortaleza- Ceará. MÉTODO: Estudo transversal, realizado junto aos adultos hipertensos acompanhados no Centro Integrado de
Diabetes e Hipertensão (CIDH) do município de Fortaleza-Ceará-Brasil. A amostra foi composta por 144 pacientes. A coleta
ocorreu entre os meses de outubro a Dezembro de 2015. A análise dos resultados envolveu o cálculo de frequências e
entrecruzamento das variáveis, utilizando o teste qui-quadrado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Estadual do Ceará com parecer nº 1.206.472/2015. RESULTADOS: Os resultados apresentaram predominância de usuários do sexo
feminino (68,1%), vivendo com companheiro (60,4%), com média de idade de 48,15 mais ou menso 9,0 anos, de raça/cor não branca
(68,8%), com escolaridade correspondente ao ensino fundamental incompleto (37,5%). Quanto à religião, (65,3%) dos pesquisados
responderam ser católicos, e (51,4%) apresentou renda familiar ou igual a dos salários mínimos. A QV dos hipertensos foi mensurada a
partir do Instrumento MINICHAL, onde a média da pontuação foi de 11,75 mais ou menos 7,97. Na análise bivariada, apresentaram
associação estatisticamente significativa (p<0,05) entre as características sociodemográficas e pior QV, o sexo feminino, idade acima de 40
anos, escolaridade menor que oito anos de estudo e a renda menor que dois salários mínimos. CONCLUSÃO: Conclui-se que a avaliação
da QV em indivíduos hipertensos é um fator determinante para avaliar a melhora do indivíduo após a adaptação, aceitação da doença e
tratamento. Dessa forma, destaca-se a necessidade dos profissionais de saúde dar maior atenção À qualidade de vida dos pacientes, na
busca de modificações na abordagem terapêutica de maneira geral.

