Page 1051 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
Sintomas Osteoarticulares em Corredores
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 059.937.103-06 Maria Victória Philomeno Gomes Ferraz Centro Universitário Christus
434.974.033-34 Maria Cymara Pessoa Kuehner Centro Universitário Christus
Resumo
Introdução: Esportes de impacto sobrecarregam articulações dos membros inferiores, originando lesões articulares,
degeneração da cartilagem e estruturas, e causando repercussão na qualidade de vida dos esportistas.É importante a
identificação dessa sintomatologia por profissionais de saúde para prevenir condições que necessitem de cuidados de
equipe multiprofissional, de reabilitação física e cuidado geral. Objetivos: Identificar características sintomatológicas
articulares em membros inferiores de corredores assessorados, associando-as a idade, gênero, tempo de prática e
intensidade de treino. Metodologia: Pesquisa de campo transversal de natureza quantitativa, com questionário
desenvolvido pelas pesquisadoras. Estatística descritiva e correlações entre perfil sintomatológico e fatores,
observando valor de significância p«0,05. Resultados: Dos 109 corredores, foi maior o número de homens (67%)
p=0,001. A média de idade foi 40,65±7,5 anos, e o IMC foi 24,9±3,1. A frequência de prática física mais prevalente foi 4
dias (56%). Apenas 3,7% praticam corrida de forma isolada, a maioria associa a musculação e/ou natação. Não
há ocorrência de diagnóstico patológico em 68% (p=0,001), ou histórico de lesão (59%). Somente 15% dos pacientes
relatou dor, destes, 20,2% relatou a intensidade de dor acima de 5 (Escala Visual Analógica). Na categoria de idade
entre 30 e 40 anos, 41,9% dos corredores relatou nunca ter dor articular, e a acima de 41 anos, 32% apresentava dor
articular. Crepitações, bloqueio articular, rigidez matinal e edema não foram frequentes nesta população, independente
da idade. Contudo, o bloqueio articular foi mais frequente nos corredores com mais de 30 anos de prática. Não houve
relação significante entre gênero ou tempo de prática com sintomas osteoarticulares. Dos que correm até 10km/dia
(77%), 41% nunca apresentou dor, e mais de 50% nunca apresentou crepitações, rigidez matinal, bloqueio articular ou
edema. Os que correm mais de 10km/dia (23%) relataram dor rara, tem crepitações, bloqueio articular, rigidez matinal e
edema com mais frequência. Conclusão: O tempo de prática pode contribuir para o surgimento de lesões
osteoarticulares. Foi visto quase ausência de sintomas característicos de lesões osteoarticulares na maioria dos
corredores. Deve-se ressaltar que estes realizam práticas supervisionadas, além de praticarem outras atividades que
fortalecem e protegem articulações, o que pode estar preservando-as do desgaste decorrente do impacto.

