Page 1047 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Á DEPRESSÃO PÓS-PARTO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x 604.452.373-09 Nyrla Alexandre Malveira Gomes FATENE
012.415.053-57 Patrícia Carlene Campos do FATENE
057.031.653-77 Greyce Kelly Dutra dos Santos FATENE
x 007.905.173-10 Nikallyny Barroso Dias FAMETRO
458.712.563-68 Ana Clécia Braga da Silva FAMETRO
Resumo
INTRODUÇÃO: A depressão pós-parto (DPP) se destaca entre os transtornos psíquicos da puerperalidade,
sendo caracterizada pela presença de humor deprimido ou perda de interesse e prazer por quase todas as
atividades, manifestando-se geralmente duas semanas após o parto. A prevalência da DPP está entre 10 e 20% de
acordo com os estudos, sendo assim, esta é considerada como um problema de saúde pública e exige uma ampla
atenção. OBJETIVO: Descrever a contribuição do enfermeiro na prevenção e assistência à DPP na atenção básica de
saúde. METODOLOGIA: Estudo do tipo revisão sistemática de literatura, realizado na base de dados (Scielo)
Scientific Electronic Library Online, onde utilizou-se como descritores: depressão pós-parto, enfermagem e atenção
básica. A busca foi feita no mês de outubro de 2017, foram adotados como critérios de inclusão: trabalhos na íntegra,
em idioma português, publicados nos últimos 5 anos. Foram excluídos estudos que não se adequaram aos critérios
estabelecidos e que não apresentavam relação com o objeto da pesquisa. Após a seleção obteve-se 6 estudos para
consulta. RESULTADOS: A etiologia da DPP se mostrou multideterminada, podendo ter influências genéticas, de
estressores psicológicos, conflitos conjugais, entre outras. Dessa forma, na atenção básica a educação em saúde é
uma ferramenta importante na abordagem coletiva desses fatores com as gestantes. Já no âmbito individual,
a consulta de enfermagem possibilita a detecção da vulnerabilidade de cada mulher à DPP, sendo importante
considerar as diversas mudanças físicas e psicológicas que podem ser vivenciadas no período gestacional, como
também o incentivo ao diálogo. Ainda evidencia-se, a necessidade da realização de visitas domiciliares na assistência à
mulher com DPP, pois possibilitam a promoção de ações junto a sua família, como também, uma observação adequada
de como a puérpera se relaciona com o seu bebê, permitindo assim, orientações e intervenções adequadas.
CONCLUSÃO: Os profissionais de enfermagem, por disporem de uma atividade assistencial de
acompanhamento das mulheres no ciclo gravídico puerperal, devem ser capacitados e qualificados para
identificação de fatores que levam a vulnerabilidade à DPP. Estes também, devem utilizar meios de rastreamento deste
transtorno no puerpério imediato, fazendo um acompanhamento posterior nas consultas de revisão puerperal,
garantindo assim, a promoção da saúde a esse público.

