Page 1143 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
USO DE AURICULOTERAPIA NA ATENÇÃO BÁSICA
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 784.217.213-72 Diego Magalhães Siqueira FIOCRUZ
566.716.103-63 Antônio Leonel de Lima Júnior FIOCRUZ
636.283.681-20 Ana Paula do Nascimento Monteiro de FIOCRUZ
774.666.673-68 Francisco Roberto de Araújo Nogueira FIOCRUZ
036.362.063-03 Josymar Gomes do Nascimento Junior FIOCRUZ
Resumo
INTRODUÇÃO: A noção de pluralismo foi originalmente desenvolvida na ciência política, com a finalidade de
defender o princípio de que cidadãos socialmente iguais, em direitos e deveres, podem ser diferentes, em
percepções e necessidades. Por sua vez, no campo da saúde, este preceito ainda sofre bastante resistência, somos
tendenciosos a pensar que só podemos resolver os problemas de saúde de uma única forma. Cabe destacar que,
somente em 2006, com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC-
SUS, o Ministério da Saúde do Brasil deu mais um passo para expansão da pluralidade na saúde brasileira (BARROS;
SIEGEL; De SIMONI, 2007). A PINIC legitimou expressamente as práticas da fitoterapia, da homeopatia, da
medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica e termalismo social e também favoreceu a
complementariedade, ampliando a variedade de opções para os cuidados em saúde (TESSER; BARROS, 2008).
OBJETIVO: Utilizar a auriculoterapia como prática complementar na melhora de quadro de dores crônicas de uma
população pertencente a uma unidade básica de saúde desta capital. METODOLOGIA: Estudo descritivo, tipo relato
de experiência de profissional médico na atenção primária. As sessões de auriculoterapia foram realizadas
dentro do próprio consultório, na unidade básica de saúde, e consistem basicamente em estimular terminações nervosas
do pavilhão auricular através de processo mecânico. Os pacientes escolhidos foram portadores de doenças crônicas
como: fibromialgia, lombalgia, dismenorreia, enxaqueca, dentre outras. O acompanhamento dos participantes foi
semanal com duração média de seis a oito semanas de intervenção RESULTADOS: Percebi que a maior parte dos
pacientes reduzem tanto o uso de analgésicos como antiinflamatórios, retornando a sua funcionalidade sem a
ajuda farmacológica. Mostrando-se uma prática bastante eficaz e exequível na atenção primária. CONCLUSÃO:
Por se tratar de terapia de comprovada eficácia, além de baixo custo, acredito ser viável que as prefeituras
municipais promovam capacitações de outros profissionais e comecem a ofertar este serviço em larga escala para a
população.

