Page 1138 - ANAIS ENESF 2018
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           Evento Integrado
           Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
           Título
           Terapia Comunitária Integrativa em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde de Fortaleza (CE): relato de experiência
           Autores
           PRINC   APRES            CPF            Nome                                                               Instituição
              x      x    915.209.323-91  Cristiane Fonsêca Ximenes de Castro  Prefeitura Municipal de Fortaleza  SMS
                          623.015.273-87  Natalia Mindêllo Ramalho Leite  Prefeitura Municipal de Fortaleza  SMS
                          480.363.583-87  Thausi Frota Sá Nogueira Neves Souza  Prefeitura Municipal de Fortaleza  SMS
                          001.941.493-58  Kamilla de Oliveira Pascoal  Universidade Estácio de Sá
                          819.586.333-72  Cláudia Cybele Lessa da Páscoa  Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          005.921.953-09  Lisia Michelle Maia Pinheiro  Universidade Estácio de Sá
                          805.772.023-91  Paulo Henrique de Araújo Lima Filho  Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          457.014.073-49  Manoel Eduardo dos Santos Júnior  Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          647.096.633-00  Leandro Bonfim de Castro   Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          628.720.603-91  Isabel Martins de Lima     Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          838.798.543-00  Manuela Gomes Cavalcante Nunes  Prefeitura Municipal de Fortaleza SMS
                          012.474.013-83  Vanessa Barreto Bastos Menezes  Universidade Estácio de Sá
           Resumo
           A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) compõe o rol das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) ofertadas pelo SUS e é um
           instrumento que nos permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências
           dos indivíduos, das famílias e das comunidades. Este trabalho visa relatar a experiência da TCI na Unidade de Atenção Primária
           à Saúde (UAPS) Galba de Araújo, no município de Fortaleza (CE), como nova estratégia na promoção à saúde mental da
           comunidade. As rodas de TCI aconteceram às segundas-feiras pela manhã, com duração em torno de uma hora, a partir de outubro de
           2016, na associação comunitária do bairro Lagoa Redonda, localizada ao lado da própria UAPS. Diversos foram os temas abordados,
           como: ansiedade, depressão, dependência química, conflitos familiares, rejeição, abandono, desemprego, dentre outros. A participação de
           cada encontro variou entre 10 e 15 pessoas e, em sua maioria, era de mulheres na faixa etária de 45-70 anos. Eram rodas de partilha de
           experiência e sabedoria, na qual o acolhimento e o respeito ao outro era fundamental.  Cada um falava de si, sem dar
           conselhos, sem julgamentos. Havia momentos para celebrações, partilha de músicas, poemas, piadas, abraços e outras situações,
           tornando cada encontro único e marcante. Um tema trazido por alguém era escolhido pelo grupo e aprofundado para entender a dor do
           outro. Ao final, perguntava-se se alguém já havia vivido algo parecido e o que havia feito para superar. Assim, eram trazidas diversas
           histórias e caminhos de enfrentamento. Nesse processo, todos tornavam-se corresponsáveis na busca de soluções para sofrimentos e
           problemas do cotidiano, pois todos os comentários eram relevantes e incluídos no grupo. Foram observados: o fortalecimento dos vínculos
           sociais, o empoderamento pessoal, a elevação da autoestima e o redimensionamento dos problemas. A roda semanal da TCI tornou-se um
           espaço comunitário de aconchego, valorização, amizade e confiança. Os participantes relataram levar, ao final de cada encontro,
           aprendizado, fé, amor, união, gratidão, perdão, paz, luz, amizade, alegria, esperança, leveza. A Terapia Comunitária é uma estratégia
           simples, porém potente transformadora da realidade de todos que dela participam, por ser possível praticar a escuta empática verdadeira e
           estabelecer relações horizontais e respeitosas. Um verdadeiro acolher com afeto.
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