Page 13 - Livro de Rute
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vando-os. Eu diria que tais provas são restauradoras em suas
intenções.
Nenhum de nós percebe o quanto foi perdido na queda de Adão,
nem quanto a imagem de Deus foi desfigurada em nós. Nenhum de nós
percebe completamente a extensão do reinado do “eu”. Mas Deus,
entretanto, o percebe, e está engajado numa inflexível operação de
recuperação em todos nós, uma operação que não é trabalho de um dia.
Ela começa com a nossa experiência de novo nascimento e continua
pelo resto de nossas vidas. Ele estará sempre trabalhando para restaurar-
nos para Ele em novas áreas, onde o “eu” tenha conhecido pouca ou
nenhuma entrega. Provas e perdas são designadas para, ao menos, dar-
nos oportunidade para tal renúncia.
Essa entrega do “eu” não é necessária apenas por causa da
queda. Era a ordem do dia, mesmo antes da queda. Alguém já disse:
“Uma experiência da cruz, é quando a vontade de Deus crucifica a
nossa e nós nos submetemos a Deus.” Mesmo antes que o pecado
viesse, Adão foi chamado para andar dessa forma. É concebível que
Deus freqüentemente tenha pedido a Adão para fazer alguma coisa que
crucificaria seu desejo natural, por exemplo, levantar-se e fazer alguma
tarefa, quando cada fibra de seu corpo estava lhe ordenando para
descansar e dormir. A total essência do relacionamento com Deus antes
da queda é que ali não havia nenhum “apego ao eu” em Adão, que em
tal caso teria imediata e alegremente renunciado ao que desejava fazer
com o fim de fazer a vontade de Deus, e apenas estar agradecido pela
oportunidade de fazer tal renúncia para Aquele a quem ele amava.
Quando o homem caiu, significou apenas que ele se recusou a
fazer tal coisa e, deste modo, adquiriu para si mesmo uma tendência
natural para continuar se recusando. O resultado foi que qualquer coisa
inconveniente que ele foi solicitado a fazer, ou qualquer coisa
aparentemente adversa que a Providência permitia que acontecesse foi
resistida e ressentida e não admitida como vontade de Deus. E todos os
seus descendentes herdaram essa tendência natural para o egocentrismo
(Paulo em seus escritos chama a isso de “a carne”) e eles agem e
reagem da mesma forma que seu pai o fez.
Provas e perdas não são, portanto, apenas designadas a
causarem arrependimento em Noemi pelo fato de terem entrado na terra
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intenções.
Nenhum de nós percebe o quanto foi perdido na queda de Adão,
nem quanto a imagem de Deus foi desfigurada em nós. Nenhum de nós
percebe completamente a extensão do reinado do “eu”. Mas Deus,
entretanto, o percebe, e está engajado numa inflexível operação de
recuperação em todos nós, uma operação que não é trabalho de um dia.
Ela começa com a nossa experiência de novo nascimento e continua
pelo resto de nossas vidas. Ele estará sempre trabalhando para restaurar-
nos para Ele em novas áreas, onde o “eu” tenha conhecido pouca ou
nenhuma entrega. Provas e perdas são designadas para, ao menos, dar-
nos oportunidade para tal renúncia.
Essa entrega do “eu” não é necessária apenas por causa da
queda. Era a ordem do dia, mesmo antes da queda. Alguém já disse:
“Uma experiência da cruz, é quando a vontade de Deus crucifica a
nossa e nós nos submetemos a Deus.” Mesmo antes que o pecado
viesse, Adão foi chamado para andar dessa forma. É concebível que
Deus freqüentemente tenha pedido a Adão para fazer alguma coisa que
crucificaria seu desejo natural, por exemplo, levantar-se e fazer alguma
tarefa, quando cada fibra de seu corpo estava lhe ordenando para
descansar e dormir. A total essência do relacionamento com Deus antes
da queda é que ali não havia nenhum “apego ao eu” em Adão, que em
tal caso teria imediata e alegremente renunciado ao que desejava fazer
com o fim de fazer a vontade de Deus, e apenas estar agradecido pela
oportunidade de fazer tal renúncia para Aquele a quem ele amava.
Quando o homem caiu, significou apenas que ele se recusou a
fazer tal coisa e, deste modo, adquiriu para si mesmo uma tendência
natural para continuar se recusando. O resultado foi que qualquer coisa
inconveniente que ele foi solicitado a fazer, ou qualquer coisa
aparentemente adversa que a Providência permitia que acontecesse foi
resistida e ressentida e não admitida como vontade de Deus. E todos os
seus descendentes herdaram essa tendência natural para o egocentrismo
(Paulo em seus escritos chama a isso de “a carne”) e eles agem e
reagem da mesma forma que seu pai o fez.
Provas e perdas não são, portanto, apenas designadas a
causarem arrependimento em Noemi pelo fato de terem entrado na terra
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