Page 15 - Livro de Rute
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a e eu estava em meio a uma situação de miséria também. Mas
Deus me socorreu, fazendo-me ir à cruz novamente, e todas as coisas se
fizeram novas.” Tal testemunho não pode ter senão um estranho efeito
em quem o ouve, o qual começa a dizer: “Se Deus pode fazer por ele,
Ele também pode fazer algo por mim”. E outra Noemi está desejosa de
começar o seu caminho de volta para casa.
Para Noemi não era apenas uma questão de tomar o caminho de
volta como se não tivesse havido nada de errado naquilo que havia
feito. Sob influência da disciplina de Deus e das notícias de restauração
em seu lugar, Noemi, em primeiro lugar, se arrependeu de ter deixado
Belém. É fato que ela se arrependeu (claro pelo modo que fala sobre
isso). Em um lugar deste capítulo, ela fala: “A mão do Senhor tem se
levantado contra mim” e, em outro: “O Todo-Poderoso tem me dado
grande amargura” e, ainda em outro: “O Todo-Poderoso me tem
afligido.” Não há espírito de lamentação nestas palavras; apenas um
gracioso e humilde reconhecimento de que ela havia sofrido sob a mão
de Deus e que havia aprendido a lição.
O caminho do arrependimento é o caminho de volta para Deus e
de bênção para nós. Não é apenas tentar prosseguir de onde nós
tropeçamos, o que poderia ser um substituto para o arrependimento.
Arrependimento é justificarmos a Deus; é reconhecermos que temos
sofrido sob Sua mão, que Ele tem sido justo em nos afligir e que nós
não temos nenhuma queixa. É o reconhecimento de que naqueles
pontos que Ele nos mostra, Ele está certo e nós, errados. E é fazer tudo
isso ao pé da cruz, onde o Justo morreu pelos injustos para trazer-nos a
Deus. Ali nós podemos suportar sermos os errados, pois:
Ali o favor é grande
E a graça é gratuita
Ali o perdão é multiplicado para mim
Ali a minha alma sobrecarregada acha descanso
Ali no Calvário
ELA RETORNOU PARA CASA
Chegamos agora ao que vejo ser o ponto principal do primeiro
capítulo do livro de Rute, e que remete aos capítulos que seguem.
Noemi retornou para nada. Ela mesma disse: “Cheia eu sai, mas o
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Deus me socorreu, fazendo-me ir à cruz novamente, e todas as coisas se
fizeram novas.” Tal testemunho não pode ter senão um estranho efeito
em quem o ouve, o qual começa a dizer: “Se Deus pode fazer por ele,
Ele também pode fazer algo por mim”. E outra Noemi está desejosa de
começar o seu caminho de volta para casa.
Para Noemi não era apenas uma questão de tomar o caminho de
volta como se não tivesse havido nada de errado naquilo que havia
feito. Sob influência da disciplina de Deus e das notícias de restauração
em seu lugar, Noemi, em primeiro lugar, se arrependeu de ter deixado
Belém. É fato que ela se arrependeu (claro pelo modo que fala sobre
isso). Em um lugar deste capítulo, ela fala: “A mão do Senhor tem se
levantado contra mim” e, em outro: “O Todo-Poderoso tem me dado
grande amargura” e, ainda em outro: “O Todo-Poderoso me tem
afligido.” Não há espírito de lamentação nestas palavras; apenas um
gracioso e humilde reconhecimento de que ela havia sofrido sob a mão
de Deus e que havia aprendido a lição.
O caminho do arrependimento é o caminho de volta para Deus e
de bênção para nós. Não é apenas tentar prosseguir de onde nós
tropeçamos, o que poderia ser um substituto para o arrependimento.
Arrependimento é justificarmos a Deus; é reconhecermos que temos
sofrido sob Sua mão, que Ele tem sido justo em nos afligir e que nós
não temos nenhuma queixa. É o reconhecimento de que naqueles
pontos que Ele nos mostra, Ele está certo e nós, errados. E é fazer tudo
isso ao pé da cruz, onde o Justo morreu pelos injustos para trazer-nos a
Deus. Ali nós podemos suportar sermos os errados, pois:
Ali o favor é grande
E a graça é gratuita
Ali o perdão é multiplicado para mim
Ali a minha alma sobrecarregada acha descanso
Ali no Calvário
ELA RETORNOU PARA CASA
Chegamos agora ao que vejo ser o ponto principal do primeiro
capítulo do livro de Rute, e que remete aos capítulos que seguem.
Noemi retornou para nada. Ela mesma disse: “Cheia eu sai, mas o
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