Page 46 - Livro de Rute
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agir imediatamente. “Ora, é muito verdade que eu sou resgatador,
mas ainda outro resgatador há mais chegado do que eu”. Este homem
tinha prioridade no direito de redimir, e a ele deveria ser dada a
primeira chance. “Se ele te quiser resgatar, bem está, que te resgate,
porém se não lhe apraz resgatar-te, eu o farei, tão certo como vive o
Senhor”.
Estamos vendo neste livro de Rute figuras do Senhor Jesus e do
Evangelho do qual Ele é o centro. Se Boaz deve ser visto como uma
prefiguração do Senhor como Redentor, quem seria este parente mais
próximo, que tinha primazia no direito? Aqui não podemos ser
dogmáticos, mas penso que podemos ver um quadro da lei de Deus que
tem a prioridade no direito sobre o pecador. E o direito que a lei de
Deus tem sobre o pecador é para condená-lo.
Isto não é apenas fantasia. Achei, para meu grande interesse,
outros escritores que têm o mesmo ponto de vista sobre esta passagem.
Em todo o caso, e isto é bem claro, embora Boaz estivesse mais do que
desejoso de ser o resgatador de Rute, ele não poderia agir ilegalmente.
A lei estabelecia que o Goel deveria ser o parente mais próximo, e este
homem era mais próximo do que Boaz, portanto a lei deveria ser
satisfeita antes que Boaz pudesse agir como resgatador para com ela.
Como temos dito, a lei de Deus tinha prioridade sobre o
pecador, e a reivindicação dela, era para condená-lo. Por exemplo, a lei
de Deus coloca diante de nós certos padrões elevados, e nos chama para
obedecer às suas exigências morais. Elas são expressas não só nos dez
mandamentos dados no Sinai, mas também no Sermão do Monte feito
pelo Senhor e em muitas outras ordenanças morais em outras partes do
Novo Testamento. E a lei aponta para estes altos padrões, e diz: “Faze
isto, e viverás”. Isso significa que se nós guardarmos os seus
mandamentos e alcançarmos seus padrões, teremos vida eterna e tudo o
mais que precisamos em nossas vidas espirituais. Mas esta palavra
também implica: “deixa de fazê-lo e morrerás”. E, na verdade, todos
nós acabamos falhando em fazer o que a lei ordena e, assim, tudo o que
ela pode fazer por nós é condenar-nos. Isto significa que o mandamento
que foi ordenado para a vida, (se nós o tivéssemos guardado) tornou-se-
nos para a morte, porque falhamos em guardá-lo (Romanos 7:10).
Condenar, portanto, é tudo o que a lei pode fazer. Isto não quer
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mas ainda outro resgatador há mais chegado do que eu”. Este homem
tinha prioridade no direito de redimir, e a ele deveria ser dada a
primeira chance. “Se ele te quiser resgatar, bem está, que te resgate,
porém se não lhe apraz resgatar-te, eu o farei, tão certo como vive o
Senhor”.
Estamos vendo neste livro de Rute figuras do Senhor Jesus e do
Evangelho do qual Ele é o centro. Se Boaz deve ser visto como uma
prefiguração do Senhor como Redentor, quem seria este parente mais
próximo, que tinha primazia no direito? Aqui não podemos ser
dogmáticos, mas penso que podemos ver um quadro da lei de Deus que
tem a prioridade no direito sobre o pecador. E o direito que a lei de
Deus tem sobre o pecador é para condená-lo.
Isto não é apenas fantasia. Achei, para meu grande interesse,
outros escritores que têm o mesmo ponto de vista sobre esta passagem.
Em todo o caso, e isto é bem claro, embora Boaz estivesse mais do que
desejoso de ser o resgatador de Rute, ele não poderia agir ilegalmente.
A lei estabelecia que o Goel deveria ser o parente mais próximo, e este
homem era mais próximo do que Boaz, portanto a lei deveria ser
satisfeita antes que Boaz pudesse agir como resgatador para com ela.
Como temos dito, a lei de Deus tinha prioridade sobre o
pecador, e a reivindicação dela, era para condená-lo. Por exemplo, a lei
de Deus coloca diante de nós certos padrões elevados, e nos chama para
obedecer às suas exigências morais. Elas são expressas não só nos dez
mandamentos dados no Sinai, mas também no Sermão do Monte feito
pelo Senhor e em muitas outras ordenanças morais em outras partes do
Novo Testamento. E a lei aponta para estes altos padrões, e diz: “Faze
isto, e viverás”. Isso significa que se nós guardarmos os seus
mandamentos e alcançarmos seus padrões, teremos vida eterna e tudo o
mais que precisamos em nossas vidas espirituais. Mas esta palavra
também implica: “deixa de fazê-lo e morrerás”. E, na verdade, todos
nós acabamos falhando em fazer o que a lei ordena e, assim, tudo o que
ela pode fazer por nós é condenar-nos. Isto significa que o mandamento
que foi ordenado para a vida, (se nós o tivéssemos guardado) tornou-se-
nos para a morte, porque falhamos em guardá-lo (Romanos 7:10).
Condenar, portanto, é tudo o que a lei pode fazer. Isto não quer
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