Page 47 - Livro de Rute
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er que aqueles padrões foram ab-rogados para o cristão. Eles são
para serem cumpridos, mas debaixo da graça, de outra forma.
Sob a nova aliança da graça, Deus se faz responsável por
colocar em nós aquilo que ele quer pára nós – não, sem dúvida, sem a
nossa cooperação. Mas, debaixo da lei, a obrigação está sobre nós e, se
falharmos em atingir os padrões exigidos, somos condenados. O que
quer dizer que a lei de Deus e seus altos padrões, belos como possam
ser, não podem redimir aqueles que neles falharam.
No capítulo 4, o parente mais próximo diz duas vezes: “Eu não
posso redimir”. Talvez ele tenha sentido que, para fazê-lo, teria de
vender parte de sua própria herança e, assim, empobrecer a seus
herdeiros. Mas seja qual for a razão para essa impossibilidade, as
palavras “eu não poderei redimir” são profundamente significativas,
quando nós o vemos como uma figura da lei, apta para condenar, mas
nunca para redimir. De fato, 1 Coríntios 15:56 nos diz que a lei dá força
ao pecado, em vez de enfraquecê-lo. O texto diz que “a força do pecado
é a lei”, significando que a lei dá ao pecado mais poder para condenar-
nos quando falhamos. Poderíamos pensar que ele deveria dizer que a
força do pecado é a tentação, mas a força da santidade é a lei; nada
disso: quanto mais elevados nossos padrões, maior nosso senso de culpa
e de acusação quando falhamos. Todas as nossas promessas de sermos
melhores e nossos votos de metas mais elevadas, somente dão ao diabo
mais oportunidade de acusar-nos e de usar uma vara maior para nos
fustigar.
Assim sendo, se Jesus é nosso Parente Resgatador, a lei é nosso
parente condenador, e Jesus não pode agir como Resgatador para
conosco, até que primeiro tenha acertado as contas com a lei.
Podemos lembrar que quando a primeira Epístola de João nos
diz que se confessarmos os nossos pecados, Deus os perdoa e purifica, é
cuidadosamente frisado que “Ele é fiel e justo para fazê-lo”. (1 João
1:9). Ele não irá perdoar-nos, de forma a desrespeitar a justiça divina.
Se Deus vai justificar o ímpio (Romanos 4:5), deve ser achada uma
forma na qual Ele possa ser “justo e justificador daquele que tem fé em
Jesus” (Romanos 3:26). Se Jesus vai Se tornar o Amigo dos pecadores,
e cancelar a culpa dos pecadores, e tomar o problema dos pecadores,
Ele precisa primeiro satisfazer a lei de Deus. Para acertar as coisas com
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para serem cumpridos, mas debaixo da graça, de outra forma.
Sob a nova aliança da graça, Deus se faz responsável por
colocar em nós aquilo que ele quer pára nós – não, sem dúvida, sem a
nossa cooperação. Mas, debaixo da lei, a obrigação está sobre nós e, se
falharmos em atingir os padrões exigidos, somos condenados. O que
quer dizer que a lei de Deus e seus altos padrões, belos como possam
ser, não podem redimir aqueles que neles falharam.
No capítulo 4, o parente mais próximo diz duas vezes: “Eu não
posso redimir”. Talvez ele tenha sentido que, para fazê-lo, teria de
vender parte de sua própria herança e, assim, empobrecer a seus
herdeiros. Mas seja qual for a razão para essa impossibilidade, as
palavras “eu não poderei redimir” são profundamente significativas,
quando nós o vemos como uma figura da lei, apta para condenar, mas
nunca para redimir. De fato, 1 Coríntios 15:56 nos diz que a lei dá força
ao pecado, em vez de enfraquecê-lo. O texto diz que “a força do pecado
é a lei”, significando que a lei dá ao pecado mais poder para condenar-
nos quando falhamos. Poderíamos pensar que ele deveria dizer que a
força do pecado é a tentação, mas a força da santidade é a lei; nada
disso: quanto mais elevados nossos padrões, maior nosso senso de culpa
e de acusação quando falhamos. Todas as nossas promessas de sermos
melhores e nossos votos de metas mais elevadas, somente dão ao diabo
mais oportunidade de acusar-nos e de usar uma vara maior para nos
fustigar.
Assim sendo, se Jesus é nosso Parente Resgatador, a lei é nosso
parente condenador, e Jesus não pode agir como Resgatador para
conosco, até que primeiro tenha acertado as contas com a lei.
Podemos lembrar que quando a primeira Epístola de João nos
diz que se confessarmos os nossos pecados, Deus os perdoa e purifica, é
cuidadosamente frisado que “Ele é fiel e justo para fazê-lo”. (1 João
1:9). Ele não irá perdoar-nos, de forma a desrespeitar a justiça divina.
Se Deus vai justificar o ímpio (Romanos 4:5), deve ser achada uma
forma na qual Ele possa ser “justo e justificador daquele que tem fé em
Jesus” (Romanos 3:26). Se Jesus vai Se tornar o Amigo dos pecadores,
e cancelar a culpa dos pecadores, e tomar o problema dos pecadores,
Ele precisa primeiro satisfazer a lei de Deus. Para acertar as coisas com
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