Page 1107 - ANAIS ENESF 2018
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            Evento Integrado
            Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
            Título
            Fortalecendo a rede de apoio psicossocial no contexto da síndrome congênita por vírus Zika: Relato de uma oficina de
            articulação intersetorial.
            Autores
            PRINC   APRES            CPF               Nome                                                               Instituição
               x            804.365.953-20  Karol Marielly Távora Moita  Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza
                            701.687.503-25  Roselita Albuquerque Silva  Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza
                            714.346.407-44  Matrha Regueira Alves   Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza
            Resumo
            Diante da situação de emergência em saúde pública determinada pelo aumento dos registros de microcefalia
            associadas à infecção pelo vírus Zika, tornou-se imprescindível a qualificação das ações de apoio psicossocial de modo
            a possibilitar a atenção integral às crianças e famílias nesse contexto. O estudo objetiva relatar a oficina de
            fortalecimento da rede de apoio psicossocial e comunitário às crianças com síndrome congênita por vírus Zika, às
            gestantes e familiares do território da Coordenadoria Regional de Saúde IV (CORES IV) do município de Fortaleza. Trata-
            se de um estudo descritivo, na forma de relato de experiência da oficina realizada, com duração de quatro horas, no mês
            de março de 2018 com gestores das Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS), profissionais de saúde,
            coordenadores dos Centros de Referência de Assistência Social e técnicos da coordenadoria de ensino fundamental do
            núcleo da educação inclusiva e diversidade, totalizando trinta participantes. Após o acolhimento, foi solicitado que os
            participantes conversassem sobre o conceito, as estratégias de apoio psicossocial e o gerenciamento de
            estresse a partir do conhecimento prévio dos participantes sobre a temática. Eles apontaram como estratégias de
            apoio psicossocial: Estratificação de risco da criança; Formação de grupos de apoio à mães de crianças com
            microcefalia; Acompanhamento familiar; Reuniões interdisciplinares; Acompanhamento com profissional de apoio da
            educação; Intensificação de visitas domiciliares pelos agentes comunitários de saúde; Acompanhamento com a
            professora do Atendimento Educacional Especializada e Orientações dos direitos. Por fim, foi apresentado o pacto de
            saúde com a educação para atenção às crianças com deficiência, o fluxo de diagnóstico e atendimento das crianças
            com Síndrome Congênita por vírus Zika e o fluxo para inscrição no cadastro único da assistência social, para concessão
            do Benefício de Prestação Continuada (BPC), para concessão do passe livre no transporte público urbano para criança
            com deficiência e seu cuidador. Frente ao exposto, constata-se a importância da realização de reuniões sistemáticas
            entre os diretores de creches, coordenadores de CRAS, gestores de postos de saúde e profissionais de saúde para
            discussão dos casos mais complexos além de enviar uma planilha com os contatos telefônicos de todos os postos de
            saúde, CRAS e Escolas pólos que dispõe de assistência educacional especializada para todos os participantes.
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