Page 1127 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO MAPA DE ABRANGÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO EM
SAÚDE
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 912.989.893-53 marly silviana silva oliveira SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE
614.142.043-53 Maria Iara de Sousa Rodrigues SMS/UAPS VIVIANE BENEVIDES GOUVEIA
384.113.933-72 Francisca Eugênia Monteiro Chaves SMS/UAPS PARQUE SÃO JOSÉ
003.729.563-27 Maria Helenice Almeida Leitão SMS/UAPS REGINA SEVERINO
021.162.363-63 Katarine Severiano Feitosa SMS/EDMILSON PINHEIRO
Resumo
A atenção primária no Brasil acontece nas Unidades de Atenção Primária á Saúde (UAPS) sendo a Estratégia Saúde da Família prioritária.
O território é um espaço vivo delimitado geograficamente e ocupado com uma população específica com suas identidades comuns, sejam
elas culturais ou sociais. O processo de territorialização pode ser entendido como um movimento determinado pela expanção da
produção capitalista e dos aspectos culturais. Objetivou-se analisar o território de adscrição, o perfil sócio-econômico e cultural da
população atendida na UAPS João XXIII, bem como a elaboração do mapa de abrangência da unidade de saúde com reorganização da
demanda. Deu-se por meio de um relato de experiência descrito na UAPS João XXIII, onde em janeiro de 2016 havia uma população
de aproximadamente 25.957 habitantes, com 5 equipes de ESF, 32 Agentes comunitários de saúde, tendo, ainda 5 micro-áreas
descobertas por ACS, para assistir a toda essa população adscrita. O período de coleta de dados foi de janeiro a maio de 2016, através de
levantamento feito no Prontuário Eletrônico (Fastmedic), em Fortaleza, e E-SUS. Com o mapeamento do território foi possível a
redistribuição das famílias cadastradas entre as UAPS vizinhas, como também o remanejamento de uma ESF para outra
unidade. Após essa redistribuição, a UAPS conta, atualmente, com uma população de 17.697 habitantes e 4 equipes de ESF com todas
as micro-áreas cobertas de ACS. Vimos que após esse processo a atenção, a promoção e a prevenção foram resgatadas, melhorando as
condições de vida dos sujeitos do referido território. Percebe-se, ainda, que toda lógica do serviço de saúde que passa por um
processo de reforma sanitária, organizado por meio da territorialização e da participação popular, tendem a garantir que as forças
atuantes sobre o território se unam cada vez mais, procurando solucionar os problemas por meio da intersetorialidade.

