Page 39 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
sas; porquanto tenham a sorte no encalço da Grande Verdade. A
liberdade de ser e permanecer aqui neste chão, pertence a todos
os verdadeiros conselheiros da vida. Amemo-nos para podermos
procriar a saúde e o bem estar físico, moral e espiritual. O ta-
manho do ensejo será benigno no Plano Maior para as nossas
consciências.
- Oi! Coquê, coquê, coquê.
- Qual que é? Como tu tá hoje? Vai aprimorar os
conhecimentos? Hoje vamos comer farofa? Hoje? Quando? Tu
tens fome, eu também, tu vai melhorar, nós também.
- Hoje vamos triunfar! Como quero ta contigo nessa
mironga... Hoje vamos trabalhar? Quando eu te quero, tu te
esconde... Hoje vamos esquecer o quanto a vida distribui e
enriquecer o melhor. Salve a tua guarda, salve o melhoramento,
salve a diretriz, salve também o conhecimento na tua fé e não
na discórdia. Sabemos o quanto dói estar aqui e não enriquecer
a Pátria. Perambulamos por aí e não cometemos nenhum erro.
Como te chamamos mesmo? Exú veludo, Exú capa preta, cara
de bode, enfim como te chamamos? Exú cara de bode?
- Sente-se na vossa consciência analítica e percorra o cami-
nho secreto... Tu tem conhecimento!
- Sábia será a tua decisão para o complemento final, Sabe-
doria. Trabalhe e revigore os sentidos para o sortilégio, coma
comigo...
Eu então lhe respondi: - Está bem...
- Ô tá bom assim... assim eu quero, quer ver?
- Ondas que vem, ondas que vão
- Tragam para mim um novo quinhão
- Quero que aconteça nas mãos do João
- Quero que amanheça querendo o pão
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