Page 48 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
perfeita compreensão do universo como um todo, desvendando
mistérios antes incompreensíveis ao seu padrão formatado em
cores básicas e primárias sem, no entanto, afetar sua estrutura
já pré-estabelecida pela lei ancestral modificada geneticamente.
Eis a graça que se derrama a todos, mesmo dentro dos moldes
da dualidade.
A Hierarquia de Plutão rege a multiplicação das formas
originais através da ativação de seus núcleos básicos de
geração de vida. A vida que pulsa no coração, que pulsa nas
artérias, que corre pelas veias, que se espalha em cada célula.
A rica e magnífica vida vermelha,o sangue do Espírito que se
impulsiona à realização através da força motriz de Plutão. O
desejo e a interação com a matéria provocam alterações na
criação, e o homem através desse estímulo original, passa a se
tornar co-criador dentro da Obra da criação.
Mas devido à lei do livre-arbítrio e através da alteração
genética, o ser humano ficou sem uma força auxiliar de impulso,
que o pudesse lançar à criatividade natural, e esse excesso
de energia dinâmica ficou aprisionado em seu chacra de base,
levando-o ao apego excessivo à forma material, bem como ao
abuso e uso indiscriminado dessas energias, gerando todo tipo
de aberrações:
Ira, ódio, contendas, que levam às guerras; luxúria e
lascívia, levando à perda da identidade com a alma original;
gula e ganância, provocando um desequilíbrio total de toda a
cadeia perfeitamente tecida para usufruto de todos, e assim o
domínio do homem sobre o próprio homem. As energias de Plutão
passaram então a ser utilizadas à revelia, sem discernimento
e moderação. Não é Plutão o demônio milenar, como versam
tantas obras literárias mais antigas, mas sim o próprio homem
geneticamente modificado.
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