Page 1072 - ANAIS ENESF 2018
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           Evento Integrado
           Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
           Título
           A INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL COMO MECANISMO DE OBJETIVAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL:
           UM  RELATO  DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO EM UM HOSPITAL DE ATENÇÃO TERCIÁRIA EM FORTALEZA
           Autores
           PRINC   APRES            CPF            Nome                                                               Instituição
              x           047.344.783-50  Tayná da Silva Araújo      Universidade Estadual do Ceará
                     x    603.351.643-58  TALITA CUMME GOMES MESQUITA  UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
           Resumo
           Ao refletir sobre a atuação da/o assistente social nos espaços sócio-ocupacionais coloca-se como elemento fundante o
           entendimento da instrumentalidade que está intimamente vinculada a processualidade do exercício profissional. Compreendendo assim,
           que a instrumentalidade transpõe a ideia de apropriação de meros aparatos técnicos para responder questões imediatas, e sim um
           refinamento de saberes e práticas que define um modo de ser da profissão. Deste modo, procurou-se identificar aspectos que permeiam a
           instrumentalidade do Serviço Social, a partir da experiência de estágio extracurricular no Programa Bolsa de Incentivo à Educação na Rede
           SESA (Proensino), buscou-se desvelar a importância da instrumentalidade para o exercício profissional e o processo de ensino-
           aprendizagem. Este trabalho de cunho qualitativo apoia-se na pesquisa de campo, em estudos bibliográficos e documentais e na
           observação participante. Evidencia-se que o cotidiano constitui-se como espaço, o qual, a/o assistente social exerce sua instrumentalidade
           transvestida de um caráter dinâmico, que pode conduzir a posições pragmáticas e imediatistas, ou uma intervenção conduzida pelo viés
           crítico. Portanto, o espaço sócio-ocupacional da profissão apresenta-se como um cenário de movimentos contraditórios e relações de
           poder. Em meio a essas tensões, a/o assistente social, a partir do projeto ético-político e das leis que regulamentam a profissão, procura em
           sua atuação na saúde, vincular suas ações a concepção de saúde ampliada, que rompe com o modelo biomédico com focalização na
           doença, e dirigi-se a uma visão que coaduna as determinações biológicas às sociais, que correspondem as condições de vida e trabalho
           envoltas no processo saúde-doença. Neste deslindar, torna-se importante o conhecimento por parte da/o profissional o entendimento da
           totalidade de suas ações, para que não se desloquem a práticas destoantes dos princípios éticos, sendo meras posturas tecnicistas,
           pragmáticas e tendo como base juízos de valor. Assim, estas ações desde que sejam realizadas de forma crítica corroboram para o
           protagonismo social dos sujeitos, através da leitura da realidade que  passeia  entre o singular e o genérico.
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