Page 1118 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE COMO VISITADOR DO PROGRAMA CRESÇA COM SEU FILHO
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 841.810.603-49 FRANCISCO NEUTON COSTA DOS OSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
Resumo
INTRODUÇÃO: A primeira infância, período da gestação até seis anos de idade, é uma fase importante no desenvolvimento
humano pois os estímulos que as crianças recebem nessa etapa constroem suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais
imediatas e subsequentes, determinando o sucesso na escola e, mais tarde, na sociedade. Com isto, muitas iniciativas surgiram
para a primeira infância e uma delas é o Programa Cresça Com Seu Filho (Cresça) da Prefeitura de Fortaleza que atende crianças
em vulnerabilidade social ofertando visitas domiciliares através do agente comunitário de Saúde (ACS) e supervisão do
enfermeiro da Estratégia Saúde da Família, empoderando os cuidadores em práticas que correspondam as necessidades de suas
crianças e estratégias positivas para superação das condições de vida. OBJETIVO: Descrever a experiência de um ACS atuando
como visitador do programa Cresça. METODOLOGIA: Relato de experiência sobre vivências de um ACS instituído como visitador
do Programa Cresça Com Seu Filho na cidade de Fortaleza-Ce. Os resultados desse estudo constam da descrição e impressões
sobre o curso de formação para atuar no programa, realizado em agosto de 2016, e sobre as visitas de apresentação e aplicação
do Cresça durante o ano de 2017. RESULTADOS: O curso apresentou bem os pressupostos, a finalidade e operacionalização do
programa porém, pouco conectado com a Política Nacional de Atenção Básica e atribuições do ACS, o que gerou entendimento
de particularidade do programa, dificultando a adesão do ACS de início. A apresentação do programa às famílias foi
marcadas pela receptividade e reconhecimento da importância do programa, substituído no decorrer das visitas por resistências
que, em alguns casos, inviabilizaram a continuidade do programa. Percebeu-se incômodos nas famílias sendo o visitador
do sexo masculino e tempo médio de 1 hora na realização da visita. Registrou-se desistência de famílias por receio de
exposição da vida privada e violência local; Famílias de baixa instrução assimilavam mal as atividades propostas,
interferindo nos resultados. Já as famílias mais instruídas permitiam as melhores experiências na condução das atividades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência mostrou que a visita qualificada do Cresça encontra variáveis socioculturais que
interferem diretamente na consolidação do programa sendo oportuno investigar quais competências o visitador precisa para
viabilizar tais visitas e mesmo pensar o papel do ACS dentro do programa Cresça.

