Page 1163 - ANAIS ENESF 2018
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Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título Título
SATISFAÇÃO DAS GESTANTES COM A CONSULTA PRÉ-NATAL REALIZADA POR ENFERMEIROS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA
Redução da Mortalidade Infantil em Fortaleza: uma análise situacional no biênio 2017-2018 FAMÍLIA
Autores
Autores PRINC APRES CPF Nome Instituição
PRINC APRES CPF Nome Instituição x x 045.621.133-08 FRANCISCO RENAN GALDINO DO Secretaria de Saúde de Itapipoca
x x 849.582.603-82 Giselle Maria Duarte Menezes Prefeitura Municipal de Fortaleza 059.119.973-47 BRUNA BRAZ PEREIRA Centro Universitário Estácio do Ceará
692.291.713-87 Arethusa Morais de Gouveia Soares Prefeitura Municipal de Fortaleza 026.762.603-75 ANTÔNIA JOSIANE NERES DE SOUSA Centro Universitário Estácio do Ceará
619.547.133-04 Rui de Gouveia Soares Neto Prefeitura Municipal de Fortaleza Resumo 012.471.293-22 THAIS MARQUES LIMA Centro Universitário Estácio do Ceará
385.781.743-72 Fabiana Sales Vitoriano Uchoa Prefeitura Municipal de Fortaleza INTRODUÇÃO: A gestação é um momento no qual a mulher vivencia várias mudanças físicas e psicológicas. Dessa forma, a assistência
614.603.893-87 Aliene Alves Gonçalves Araújo Prefeitura Municipal de Fortaleza pré-natal é um fator importante para esclarecer os anseios das gestantes no decorrer da gravidez. A consulta de enfermagem
Resumo
A mortalidade infantil constitui indicador importante na avaliação da situação de saúde da população, bem como das ações pré-natal na atenção básica é uma atividade independente, realizada privativamente pelo enfermeiro, é desenvolvido de acordo
de assistência. De acordo com indicadores da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, houve aumento no número de com o regime preconizado pelo Ministério da Saúde, assegurada pela Lei de Exercício Profissional de Enfermagem no Decreto
nº 94.406/87.OBJETIVO: Identificar a satisfação das gestantes após a consulta de pré-natal realizada por enfermeiros da
óbitos infantis no período de 2013-2017 em todas as regionais do município, com destaque para a Regional I (CORES I), Estratégia Saúde da Família. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório de natureza quantitativa, desenvolvida com 51
com Taxa de Mortalidade Infantil de 15 óbitos por 1000 Nascidos Vivos em 2017. Representando um aumento nos óbitos gestantes atendida em uma unidade de Atenção Primária à Saúde na cidade de Fortaleza-Ce, nos meses de outubro e novembro de
infantis de 2016 a 2017 de 11%. Este estudo objetiva analisar em tempo real a Mortalidade Infantil em números já ocorridos 2016, com gestantes que fazem acompanhamento pré-natal no respectivo local de estudo, e que obedecem aos critérios de inclusão. Os
em 2018 e verificar as ações de redução da mortalidade implementadas em 2017, evidenciando potencialidades e aspectos éticos foram respeitados conforme a resolução 466/12, da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do
fragilidades enfrentadas. A natureza da investigação é descritiva assumindo forma exploratória, realizada a partir de dados Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Os dados sociodemográficos da população pesquisada apresenta-se uma porcentagem
levantados pela Vigilância Epidemiológica CORES I. Foram comparadas as fichas de investigação de óbitos ocorridos no maior em gestantes com faixa etária entre 15 e 20 anos, um total de 15 gestantes (27%), 21 gestantes (38%) vivem em união
primeiro quadrimestre do biênio 2017-2018. Durante os quatros meses iniciais de 2017, a CORES I registrou seis óbitos estável e em relação o grau de instrução das gestantes pesquisadas observou-se um predomínio de 23 (42%) com ensino
infantis em cada mês. Durante o mesmo período do corrente ano, registrou-se dois óbitos em janeiro e abril, quatro em médio completo, pactuando com a faixa etária apresentada. Nos parâmetros avaliados da satisfação das gestantes no
Acolhimento e Vínculo de confiança com enfermeiro durante a consulta pré-natal a maioria encontra-se satisfeita, porém, com
fevereiro e três em março. Quanto à classificação da evitabilidade do óbito, avaliada pelo Comitê de Mortalidade, dos 24 relação ao grau de satisfação com as Ações Educativas percebe-se que 29 (53%) das respondentes estão insatisfeitas ou
óbitos infantis do primeiro quadrimestre 2017, 8 seriam inevitáveis e 16 poderiam ter sido evitados. As ações ligadas ao totalmente insatisfeitas com relação às ações educativas desenvolvidas pelo enfermeiro (a), superando o número de 26 correspondentes
evento causador do óbito seriam reduzíveis por adequada atenção à mulher na gestação, parto e assistência no a (47%) das indecisas, satisfeitas e totalmente satisfeitas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Neste sentido, espera-se que este estudo possa
diagnóstico/tratamento. Dos óbitos 2018 já avaliados em comitê, todos ocorreram no período neonatal precoce e apenas favorecer uma reflexão dos profissionais e gestores de unidades básicas de saúde, a fim de contribuir para a melhoria da assistência de
dois foram concluídos como evitáveis. Pode-se perceber uma redução significativa da mortalidade infantil em uma análise pré-natal realizada na atenção básica, proporcionando o interesse na busca de novas estratégias para o aperfeiçoamento da assistência
simplória de números absolutos. Atribui-se a isso, potencialidades elencadas como aumento do engajamento da equipe da de enfermagem. Descritores: Pré-natal. Satisfação. Gestante.
vigilância, elaboração em conjunto do plano de intervenção desde o início do ano, crescente participação dos profissionais
da Atenção Primária na investigação dos óbitos e reuniões do comitê, facilidade de acompanhamento ambulatorial das
gestantes pelo prontuário eletrônico e apoio logístico da gestão para investigação dos óbitos. Algumas fragilidades são
enfrentadas: resistência de profissionais em acompanhar gestantes fora da área de abrangência da equipe,
dificuldade no acesso a realização dos exames laboratoriais e de imagem e a falta de integração regional das redes de
atenção à saúde materno infantil.

