Page 176 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
Checklist para agentes comunitários de saúde de uma unidade de atenção primária como auxílio no combate às arboviroses do
município de Fortaleza
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x 048.242.763-90 MORGANA PORDEUS DO CUCA FORTALEZA
x 733.885.484-04 ANDRÉA DE SOUZA GONÇALVES Secretária Municipal de Saúde de Fortaleza
517.666.713-49 MARIA DE LOURDES NUNES Secretária Municipal de Saúde de Fortaleza
Resumo
O município de Fortaleza é uma área endêmica para dengue e, no ano de 2017, houve uma epidemia de chikungunya. Até o final
daquele ano, foram confirmados cerca de 56.788 casos de chikungunya e 13.439 casos de dengue, de acordo com a Célula de
Vigilância Epidemiológica e a Secretária Municipal de Saúde de Fortaleza. Em se tratando de arboviroses, sabe-se que sua
erradicação se dá também por meio de ações para o controle vetorial, estando os agentes comunitários de saúde (ACS)
e os agentes de endemias à frente para educar e vistoriar ações da população no combate ao vetor. Sabendo da importância de
tais profissionais, foi realizado no segundo semestre de 2017, como atividade da residência em Medicina de Família e
Comunidade, um debate entre a médica residente da Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) Edmar Fujita e os ACS
acerca das mais frequentes arboviroses do município (dengue, zika e chikungunya). Foi debatido sobre os principais sintomas,
sinais de alarme e gravidade, orientações quanto a necessidade de atendimento na UAPS, a importância dos ACS no
controle das arboviroses e, por fim, distribuído um checklist para auxiliar nas orientações de combate ao vetor e controle da
doença. O checklist fazia referência aos seguintes temas: questionar sobre as medidas de combate ao mosquito no domicílio,
orientações de armazenamento correto do lixo, medidas de proteção de barreira (mosquiteiro e roupas) para crianças abaixo de 2
anos e gestantes, busca de pacientes com sinais suspeitos, avaliando se pertenciam aos grupos de risco e, em caso
positivo, orientação para busca de atendimento na UAPS. Para usuários já diagnosticados, deveriam ser questionados
quanto a hidratação orientada pelos profissionais de saúde e se já tinham conhecimento dos sinais de alarme ou
gravidade. Para os casos suspeitos de dengue, deveriam alertar o cuidado durante o período de defervescência. O material serviu
como norteador para os ACS no controle vetorial da população, responsabilizando-a também na redução dos casos de
arboviroses, além de ter se mostrado útil na busca ativa de casos suspeitos e nas orientações quanto aos atendimentos na UAPS.
Como também fazia referência aos cuidados dos pacientes já diagnosticados, mostrou-se uma ferramenta de grande valia para
desde a prevenção até o tratamento das principais arboviroses na comunidade adscrita e no município de maneira geral.