Page 1079 - ANAIS ENESF 2018
P. 1079
1070
Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
ARRANJOS ORGANIZACIONAIS NO ÂMBITO DE UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA): RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 026.938.313-18 Natália de Lima Vesco Universidade Estadual do Ceará
967.607.373-34 Afonso Ricardo de Lima Cavalcante Universidade Estadual do Ceará
620.084.803-30 Liana de Oliveira Barros Universidade Estadual do Ceará
606.563.893-54 Raissa Maria Alves Lima Universidade Estadual do Ceará
044.808.673-50 Samuel Miranda Mattos Universidade Estadual do Ceará
436.735.703-15 Maria RocineideFerreira da Silva Universidade Estadual do Ceará
Resumo
INTRODUÇÃO: As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), têm como missão organizar o acesso aos serviços de
emergência hospitalar, aos leitos hospitalares e regular o acesso à rede de forma equânime, tendo se estabelecido
como importante ponto de acesso, com ação mediadora entre atenção básica e as emergências hospitalares.
OBJETIVO: Compreender como se estrutura as ações e serviços de uma Unidade de Pronto Atendimento no cenário de
prática. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência,
elaborado a partir de uma visita técnica realizada por discentes à uma UPA localizada no município de Fortaleza/CE, no
mês de abril de 2018. As UPAs surgem como uma das estratégias da Rede de Atenção às Urgências e
Emergências (RUE) para a melhor organização da assistência, articulação dos serviços e redefinição de fluxos
e referências resolutivas, a fim de dirimir a superlotação das emergências hospitalares (BITTENCOURT;
HORTALE, 2009). O cenário de prática configura-se por avanços e retrocessos. Nesse sentido, uma das lacunas com
maior evidência reside no tempo de permanência do usuário na unidade de saúde, excedendo o limite de 24 horas, o
que se contrapõe aos princípios norteadores da RUE. Nesse ínterim, a rede hospitalar muitas vezes mostra-se
insuficiente para atender as demandas referidas. Estes fatores que temporalizam e tencionam as redes são de
ordem organizacional, estrutural e política. Outro fato observado, relaciona-se ao perfil do usuário que não
corresponde a situações clínicas de urgência e emergência. Tais atendimentos podem interferir na qualidade do
cuidado prestado aos indivíduos, devido à sobrecarga de serviços assistenciais que poderiam ser realizados em
unidades de menor complexidade, ou em serviços de atenção básica e especializada (DINIZ et al., 2014).
Assim, é premente a necessidade em se estabelecer estratégias para a reorganização de ações e serviços de
atenção básica, evitando a superlotação e a sobrecarga de trabalho para os profissionais das UPAs, além de
possibilitar um cuidado longitudinal à suas demandas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, o cenário de prática
vivenciado, carece ser problematizado em que se busque romper com o modelo biomédico e hospitalocêntrico,
possibilitando promover ações e espaços integradores em que se oportunize potencializar as ações de educação e
promoção da saúde na Rede de Atenção à Saúde, tendo o usuário como protagonista deste processo.

