Page 466 - ANAIS ENESF 2018
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           Evento Integrado
           Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
           Título
           OFICINA "DESATANDO NÓS E CONSTRUINDO LAÇOS": A EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE NO CONTEXTO DA
           TERRITORIALIZAÇÃO
           Autores
           PRINC          APRES            CPF                             Nome                                                               Instituição
               x        x    050.758.183-07  Isabele de Souza Costa   Escola de Saúde Pública do Ceará
                             056.519.573-59  Carlon Washington Pinheiro  Escola de Saúde Pública do Ceará
                             998.707.383-20  Ana Helini de Lima Mendes  Escola de Saúde Pública do Ceará
                             048.625.783-57  Larissa de Andrade Carmo  Escola de Saúde Pública do Ceará
                             049.893.313-03  Alyny Dantas Holanda     Escola de Saúde Pública do Ceará
                             035.869.233-41  Juliete Vaz Ferreira     Escola de Saúde Pública do Ceará
                             652.149.943-20  Yárita Crys Alexandre Hissa Medeiros Escola de Saúde Pública do Ceará
                             034.708.953-41  Amanda Pinheiro          Escola de Saúde Pública do Ceará
                             063.253.013-82  Ana Daniele Linard do Vale  Escola de Saúde Pública do Ceará
                             048.504.123-51  Soraya da Silva Trajano  Escola de Saúde Pública do Ceará
                             049.878.823-70  Samylla Veras Teixeira   Escola de Saúde Pública do Ceará
                             750.509.603-63  Delany de Pinho Rodrigues Fiusa  Escola de Saúde Pública do Ceará
           Resumo
           Introdução: O processo de territorialização em saúde aliado à Educação Popular em Saúde possibilita o diálogo entre a
           diversidade de saberes, a valorização dos saberes populares, a ancestralidade e a produção de conhecimentos. Objetivo: Relatar
           a experiência de uma oficina realizada por residentes multiprofissionais, com um grupo de idosas intitulado "Alegria de Viver", no
           período de territorialização da Regional II, no município de Fortaleza. Metodologia: Estudo descritivo com abordagem qualitativa, do
           tipo relato de experiência, vivenciado por residentes da Residência Integrada em Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará, em um
           domicílio cedido para o grupo, localizado no território da Regional II, em Fortaleza, no mês de abril de 2018. Resultados: A oficina contou
           com a participação de aproximadamente 30 idosas. A princípio, a equipe de residentes se apresentou e explicou como seria a oficina. Em
           seguida, foram distribuídas canetas e duas tarjetas para cada idosa, uma contendo uma fita em forma de laço e outra com uma fita em
           forma de nó. Explicou-se que o laço representava uma potencialidade e o nó uma dificuldade, e que elas deveriam identificar essas duas
           características no território. Foi ofertado apoio às idosas que apresentavam dificuldade para se expressar ou para escrever. Ao final, as
           tarjetas foram coladas em um painel dividido por "nós" e "laços". Percebeu-se boa adesão e entusiasmo das participantes com a atividade,
           inclusive com o nome da oficina, denominada "Desatando nós e Construindo laços", o que gerou brincadeiras e momentos de
           descontração. O grupo "Alegria de Viver" destacou-se como ponto forte no território, aparecendo em quase todas as tarjetas das
           potencialidades, isso porque as idosas o consideram uma referência de apoio, amizade e cuidado. Em contrapartida, as problemáticas
           mais evidenciadas nas tarjetas das dificuldades foram o lixo a céu aberto e a violência. Realizou-se ainda uma discussão em torno
           dessas problemáticas, e para finalizar, organizou-se uma ciranda com muita música. Considerações finais: Com a realização dessa
           oficina, observou-se que a Residência Integrada em Saúde, sustentada pelos princípios da Educação Popular em Saúde, pode contribuir de
           forma considerável, para o fortalecimento da participação comunitária e para o enfrentamento das adversidades, de maneira lúdica e
           criativa.
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