Page 1149 - ANAIS ENESF 2018
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Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
A violência criando barreiras sociais no território de atuação da equipe saúde da família.
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 448.386.623-00 AURICELIA CORREIA DA SILVA UAPS VIRGILIO TAVORA
705.665.183-68 Cristilene dos Santos Pinto UAPS Virgílio Távora
357.821.103-68 Verônica Macedo de Souza UAPS Virgílio Távora
Resumo
O aumento nos casos de violência, tem revelado impacto na atuação dos profissionais que atuam na equipe na equipe
Saúde da família. A violência tornou-se um importante fenômeno mundial, precisando ser analisada. O Brasil apresenta
o maior número absoluto de homicídios no mundo (ATLAS DA VIOLÊNCIA, 2016). O estudo trata-se do recorte de uma
pesquisa maior intitulada de "A violência inviabilizando ações no cotidiano dos profissionais que atuam na equipe de
saúde da família". Objetiva-se através do estudo identificar a forma que a violência de expressa no território de atuação
dos Agentes Comunitários de Saúde, mobilizar o poder público para o desenvolvimento de ações de prevenção
e enfrentamento da violência, como também conhecer os determinantes que impedem o
atendimento/acompanhamento da comunidade pela Estratégia Saúde da Família. O estudo teve abordagem qualitativa.
A pesquisa foi realizada com 06 profissionais da Unidade de Saúde, da Regional I, situada no município de
Fortaleza-CE. Os dados coletados são advindos da pesquisa citada anteriormente. A coleta de dados ocorreu entre os
meses de Agosto e Setembro de 2016, utilizando por meio da realização de uma entrevista semiestruturada. Os
dados da pesquisa foram organizados pela análise de conteúdo temático. Os profissionais trouxeram em seus
discursos angústias vivenciadas em suas respectivas microáreas. Entre as temáticas identificadas, citamos. I.
As marcas que a violência produz. II. A invisibilidade vista através do que pode ser expresso. As mesmas trazem aos
profissionais uma melhor visibilidade da violência, ajudando-os a identificar barreiras sociais que impedem o
atendimento/tratamento da comunidade, uma vez que a violência mostrou-se recorrente no cotidiano das visitas
domiciliares. Diante do revelado passamos a conhecer melhor a forma que a violência se expressa no território, sua
capacidade de modificar o cotidiano e o processo de trabalho dos profissionais que atuam na equipe saúde da
família. O estudo corroborou também para ampliar conhecimentos e manter reflexões aos profissionais na
busca pela criação de estratégias e ações de inserção das pessoas que são impedidas de acessar os
serviços de saúde na atenção básica, devido a violência. Facilitando a construção de um ambiente mais
saudável para realização das atividades e ações propostas pela estratégia saúde da família.

