Page 1151 - ANAIS ENESF 2018
P. 1151
1142
Evento Integrado
Seminário Preparatório da Abrasco - 25 Anos da ESF
Título
Chikungunya: Conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na Atenção Primária
Autores
PRINC APRES CPF Nome Instituição
x x 059.265.143-63 Bárbara Chaves Alves de Oliveira Centro Universitário Christus
575.864.543-53 Joseane Marques Fernandes Centro Universitário Christus
035.532.653-10 Juliana Leão Moraes Centro Universitário Christus
060.898.373-00 Kenya Vitória de Aguiar Queiroz Centro Universitário Christus
032.741.853-29 Lívia Leal Chagas Parente Centro Universitário Christus
608.487.993-48 Lucas Holanda do Nascimento Centro Universitário Christus
600.040.603-77 Lyvia Gonçalo da Silva Centro Universitário Christus
030.617.643-21 Raoul Costa Praciano Sampaio Centro universitário Christus
058.117.003-26 Thais Helena Paiva da Silva Centro Universitário Christus
005.050.313-88 João Romano Ponte Nogueira Centro Universitário Christus
048.387.473-65 Sabrina Maria Lima Bezerra Centro Universitário Christus
850.675.633-20 Bruno Souza Benevides Centro Universitário Christus
Resumo
Introdução: Epidemias por arboviroses têm crescido significativamente, um exemplo é a Chikungunya, transmitida
pelo Aedes aegypti de habitat urbano, em áreas tropicais, podendo ter uma grande abrangência clínica. Nesse
contexto, os ACS têm um papel primordial para o combate ao mosquito e para a melhoria da qualidade de vida da
população. Objetivo: Avaliar o conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde sobre as orientações e manejo dos
casos de Chikungunya em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Fortaleza-CE. Materiais e Métodos: Pesquisa
descritiva, transversal, observacional e quantitativa, realizada nas UBS pertencentes à Regional II, em Fortaleza-CE,
de junho a novembro de 2017. A população foi composta por 126 ACS, os quais responderam, após a
assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, questionários individualizados, analisados
estatisticamente por meio do software Epi Info versão 3.5.1. Resultados: Da amostra, 81,6% demonstraram
conhecimento das principais manifestações da doença; 76,6% identificaram as principais regiões acometidas
pelo exantema; 95,3% acertaram as principais queixas dos pacientes na fase crônica e 41,7% detectaram os sinais de
gravidade da doença. Já 84% identificaram as manifestações no recém-nascido; 91,9% assinalaram os principais
diagnósticos diferenciais e 59,2% diferenciaram da Dengue. Enquanto, 92,9% apontaram como fazer o manejo clínico
e 57% indicaram o paracetamol como droga de escolha para o tratamento. Em contrapartida, apenas 31,5%
orientaram corretamente a hidratação oral e 46% relataram não ter recebido treinamento e material educativo acerca
da doença. Dessa forma, apenas 16,4% sentem-se seguros para orientar a população sobre a doença e 53,2%
reconhecem a necessidade de uma abordagem sobre a visão geral da enfermidade. No tocante à notificação nos
casos suspeitos, apenas 13,6% apontaram que poderia ser feita por qualquer pessoa, ademais somente 24,6%
ressaltaram a necessidade e o período da notificação. Conclusão: Os ACS possuem significativo conhecimento
acerca de diversos aspectos da doença, entretanto é necessário um maior treinamento desses profissionais para que
possam orientar adequadamente a população.

