Page 139 - ANAIS ENESF 2018
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           Evento Integrado
           I Mostra Qualifica APSUS do Ceará
           Título
           Territorialização como ferramenta para a classificação de risco das famílias do CSF Centro em Sobral-CE
           Autores
           PRINC   APRES            CPF                           Nome                                                               Instituição
              x       x   833.104.793-15  Ana Claudia Costa de Sampaio  Secretaria de Saúde de Sobral
                          029.856.193-00  Isabel Cristina Teixeira Carneiro  Secretaria de Saúde de SobralCE
                          812.638.563-49  Giovana Grécia Anselmo Viana  Escola de Formação em Saúde da Família
                          524.412.533-87  Suelena Maria Fernandes Gadelha  Secretaria de Saúde de Sobral
           Resumo
           INTRODUÇÃO: A territorialização é um instrumento que leva ao diagnóstico sobre as condições de saúde da população, assim, é
           importante que a equipe tenha em mãos instrumentos que permitam a organização do processo de trabalho e que dê subsídio
           para o planejamento em saúde, portanto, a classificação de risco das famílias veio como uma ferramenta potencial para identificar
           os riscos e vulnerabilidades e permitir estratégias de cuidado em saúde. OBJETIVOS: Relatar o processo de classificação de risco
           das famílias do CSF Centro a partir da Territorialização. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência com base na
           territorialização do Centro de Saúde da Família do Centro em Sobral-CE, de agosto de 2017 a abril de 2018, constituído por 5.834
           pessoas em 2.060 famílias, tendo como amostra as 1.403 famílias com prontuário na Unidade. O instrumento foi proposto pela
           Coordenação da Atenção à Saúde embasado pelo Qualifica APSUS. O processo se constituiu de três etapas, a primeira foi uma
           oficina para apresentar os critérios e o instrumento, a segunda foi realizado o cadastro de todas as famílias da área e a terceira foi
           o processo da classificação das famílias por toda a equipe. RESULTADOS: A partir da territorialização percebemos a
           necessidade de classificar as famílias como fator primordial para o planejamento em saúde, dessa forma, as famílias foram
           classificadas nas cores azul que correspondeu as famílias sem risco clínico ou social, verde para as famílias com apenas um risco
           clínico e sem risco social, amarela para aquelas com mais de um membro com um ou mais risco clínico sem risco social e
           vermelha para aquelas com risco social. Diante disso, 45% das famílias do Centro foram classificadas como azuis, 26% verdes,
           28% amarelas e só 1% foram vermelhas. Portanto, esse resultado retratou fielmente a nossa realidade, nos alertou para o
           envelhecimento da população e os riscos para as doenças crônicas, além da característica sócio econômicas do território nos
           permitindo desenvolver um trabalho voltado para as necessidades com foco na equidade. CONCLUSÃO: A classificação de risco
           nos deu subsídios importantes para um planejamento priorizando as necessidades do território, mostrou que devemos estar em
           alerta aos riscos clínicos e as condições crônicas e que as ações devem ser planejadas para acolher toda a população
           independente do fator social e econômico, assim, os princípios do SUS como a integralidade e equidade seja realidade no
           cotidiano das equipes.
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