Page 29 - ASAS PARA O BRASIL
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Os famosos “Goumiers” tropa indígena franceses eram capazes de
encontrar uma fonte de água no meio do nada e não tinha necessidade de
G.P.S. para se dirigir no deserto.
Os “Goumiers” batalhão Mauritânia
Os padres brancos missionários, sempre amáveis, dos quais mais de mil
ainda estão presentes em 21 países da África, nos acolhiam nos confins do
deserto em Atar, Gao, Fort Trinquet, Ouagadougou, Tombouctou, cidades
sobre as quais nós falamos muito no momento.
A cólera ainda era sempre uma ameaça e eu acompanhei uma missão
sanitária na Guiné, em “Labé”, para conter o progresso desta pandemia
mortal.
Quando o estado-maior de Dacar recebia os militares ingleses vindos da
cidade de Bathurst na Gâmbia (British Gambia), eles solicitavam o meu
inglês para traduzir da melhor maneira possível as conversas. Eu fazia
parte da decoração colonial vestindo o meu triste traje marrom claro.
Eu tinha inveja dos uniformes brancos impecáveis “so British” dos oficiais
da Coroa Britânica.
Um dia, uns camponeses de uma aldeia próxima chamaram o Exército para
erradicar um bando de javalis africanos que devastavam as suas plantações
de amendoim. Fomos escolhidos para cumprir esta missão punitiva.
Chegando à aldeia, o destacamento teve a imensa surpresa de ver debaixo
de um enorme baobá um grande indígena wolof de cabelo branco,
arvorando a Cruz de Guerra 1914-1918 no seu vestido bubu azul claro.
Numa posição de sentido impecável, ele nos cumprimentou. O ressoar do
“tamtam” (tambor) tinha anunciado a nossa vinda.