Page 28 - ASAS PARA O BRASIL
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Nessa fornalha, ele ajustava três vezes meticulosamente o regime do motor
defeituoso, para que nós pudéssemos decolar novamente após muitas
tentativas defeituosas.
É um regime radicalmente emagrecedor para estes intrépidos mecânicos
militares.
Durante o voo de volta, tivemos medo de pensar que um motor pudesse
falhar, estávamos à mercê destas malditas rotações por minuto mesmo se
sabíamos que este aparelho podia voar com um motor só.
Os assuntos que nos preocupavam eram os de saber aterrissar em caso de
pane, quanto tempo poderia voar e onde poderia aterrissar, no deserto ou
na mata?
Havíamos carregado caixas pesadas com cuidado e algumas garrafas de
uísque e licor; naquela época, as bebidas eram isentas de taxas neste país e
os militares são bons consumidores de álcool.
Nós aterrissávamos em lugares cujos nomes, cheios de aventura, nos
permitiam sonhar, mas que não evocam para mim mais do que uma
realidade morna pautada por pressão.
Em fevereiro de 1958, a Mauritânia era região do Saara, reabastecimento
de aeronaves através era vital onde várias operações militares francesas.
Um pelotão da Força Aérea foi baseado na cidade de Atar no
acampamento “Lecocq”.
Suas tarefas eram para monitorar as fronteiras para evitar a infiltração
(estávamos na guerra na Argélia, além, de Marrocos distúrbios secundários
espanhóis). A operação "Hurricane".
Avião T6 guarda a fronteira entre a Mauritânia e Argélia impiedosamente
metralhado camelo caravanas transportando-se armas.
T 6 Registre no deserto Saara