Page 23 - ASAS PARA O BRASIL
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Depois, mudança de clima e de paisagem: a África durante 26 meses até ser
devolvido à vida civil em fim de fevereiro de 1960.
Após muitos destacamentos, em plena Guerra da Argélia, eu fui removido
para a BA 161 na periferia da cidade de Thiès, um posto perdido cercado
por matagal e que nos dias de hoje, virou uma base senegalesa de formação
e de treinamentos.
Essa cidade resolutamente colonial de 200 000 habitantes situada a 70 km
de Dakar, era uma antiga guarnição da Legião Estrangeira e a diocese de
“Padres Brancos”, os missionários da África.
Comandada na época pelo Coronel Morley; eu me lembro do nome dele
porque tinha dado aulas de inglês para a filha dele. Essa base foi desativada
em 1964, ela teve o seu momento de fama.
Em 9 de fevereiro de 1933, o piloto escocês James “Jim” Mollison foi o
primeiro a atravessar sozinho o Atlântico Sul num pequeno avião de
turismo “Hearts Commander” dotado de um motor de 135 CV e
sustentando uma velocidade média de 226km/hora.
Foi um recorde mundial no trajeto Thiès/Natal. A aviadora neozelandesa
3 Joan Battent também se destacou no Atlântico Sul, atingindo a cidade
de Natal, sozinha, em 13 de novembro de 1933, num tempo recorde de treze
horas e quinze minutos, decolando de Thiès.
Mais tarde, somente em 2015, eu soube que pilotos da Aéropostale tinham
decolado desta base aérea e que ela foi a primeira base militar criada na
África Ocidental francesa (A.O.F.) nos anos 1920 (esquadrilha africana nº2
sobre o avião Potez 29).
Em 6 de outubro de 1927, um
Bréguet XIV da Aéropostale
pegou fogo ao aterrissar: o
piloto Lassalle Edmond e seu
mecânico Moreau faleceram
devido a seus ferimentos.
Só agora, ao escrever este
livro sobre a Aéropostale
(aeropostaleameriquesud.com)
e ter vivido naquele campo de