Page 27 - ASAS PARA O BRASIL
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“banheiros” foram substituídos por um pinico, um cabo de borracha e um
                  funil, evidentemente usados exclusivamente por homens.






















                  As aterrissagens nos lugares perdidos e totalmente isolados eram muitas
                  vezes angustiantes.


                   O mais agradável, era o sobrevoo dos rios em voo rasante, na linguagem
                  de  piloto,  o  “radada”  e  a  vista  inesquecível  das  imensas  extensões  de
                  deserto do Saara, da savana, das florestas e dos animais selvagens.

                  Essa natureza ainda virgem e pura, essas cores da terra e do céu que se
                  misturam com tanta harmonia, essas nuvens douradas do crepúsculo e da

                  aurora,  me  deixavam  com  certa  languidez,  próxima  da  meditação,
                  provocando a alteração da palavra.























                                                    A savana africana

                         Um dia, entre Thiès e Port Étienne (Nouadhibou) na Mauritânia, um
                  motor  pifou  e  tivemos  que  deslastrar  jogando  material  em  voo  para
                  diminuir  o  peso  do  avião.  Ainda  sinto  admiração,  quando  revejo  o
                  mecânico  em  um  equilíbrio  perigoso  sobre  uma  escada  metálica,
                  escorrendo de suor em pleno sol ao meio dia, a mais de 45˚C.
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