Page 19 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
P. 19
A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
Exú Capa Preta
- Olha bem pra mim cara, o que eu sou, o que tu espera?
Hoje, sou todo o complexo de tua anatomia humana...haverá
chances em todos os sentidos...
- Como posso abrir o portão se tu não tá aqui? Como posso
desmembrar o tesouro oculto se tu não corresponde aos valores
de acordo com o teu sistema?
Eu lhe disse: - Deixa eu te ouvir falar, vale a pena...
- Como assim, como é que tu quer me ouvir se te falta
coragem para suprimir todos os valores que não correspondem
ao inestimável tesouro? Grande é o teu dia, sorte, muita sorte te
espera, vamos lá?
Num momento de empolgação, eu falei nos meus pensa-
mentos: Vamos lá companheiro de batalha!!!
- Como é cara, que coisa linda hein?
- Gostei de te ouvir, companheiro de batalha...
- Agora sim quero te comprometer!
- Obatalá que te ilumine e te guarde...
- Faço suas as minhas esperanças...
Olha, olha matambá Com os olhos de mamãe
Olha o grande Voduvá Na linha de Oxumarê
Olha os olhos de coruja Olha os olhos
Olha os olhos do Congá De quem vem lá
A menina que te serve São os olhos de mamãe
Ela vai aparecer São os olhos de Iemanjá
19