Page 22 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle


            Exú cara preta é o grande senhor. Por mim vem o poder... Vem o
             dever pra cumprir... Vem a dor pra suportar... Vem a tristeza pra
             chorar...Vem a alegria triunfar...
                  Pobre fedelho, tô contigo, vem  me  receber... Eu sou o
             tranca que te abre. Hoje, sou o soberano na tua alegria, hoje faço
             o teu dia e tu não me recebes, como? Como pode ser assim, tu
             te envergonha de mim? Quando te procuro, tu não me acha, que
             brincadeira besta!
                  - Tu não compreende, então vem a mim, eu vou te receber.
            Prepara a tua cama que eu vou te encontrar. Nada vai fazer sumir
             o teu valor, o teu quinhão, sendo assim valerá por ti na Causa
            Maior que te acompanha. Vê como te quero comigo? Vou por ti
             guerrear. Arma-me com teu valor de cura, de dor e desamor. Eu
            valorizo a tua Obra, esteja comigo e verá...sou Exu capa preta,
             aquele que vem para ficar. Seja firme e me acompanhe... hoje tu
             merece... hoje tu merece...


                 * Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quan-
             do viva era um padre da Igreja católica, em uma época remota,
             mais antiga. Algumas pesquisas relatam  que  pode  ser encon-
             trado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia,
             hoje denominada Pensilvânia. Foi um Bruxo com profundos
             conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da
             quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elemen-
             tos através da magologia. Exú Capa Preta esta na hierarquia
             cabalística como Décimo sétimo comandado de exu calunga.


                  FORÇAS ANTAGÔNICAS

                  Bem... me distanciando um pouco dessa experiência mar-
             cada no tempo, quero traduzir numa linguagem astrológica, que
             as  nossas experiências  kármicas  quando  não  são  vivenciadas


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