Page 24 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
jogados nas calçadas e até mesmos possuídos pelos espíritos
inferiores, consternados pela maledicência de muitos. Quantos
sofrem no mundo de hoje a perda do bem estar físico, moral e
espiritual, a perda do essencial da vida, o amor próprio, devido à
maldade de alguns que utilizam todos os meios de magia negra
para prejudicar a felicidade do próximo?
Quantos vivem jogados na rua da amargura sem a sorte
lhes sorrir? Tenhamos em nossas dores, um suporte como a
alavanca da fé e sobreviveremos às injustiças e às difamações.
O ódio enlouquece e mancha o coração, aprisiona a alma na
lei do perdão. Estava em profundas reflexões sobre tudo que
estava ocorrendo em minha vida e, procurando respostas quando
de repente ouço:
- Guardai os tesouros da alma, cobra criada, só pertence a
ti e não aos ínfimos diante de ti. Quer ver quem é a tua guarda?
Tu me recebe como teu anfitrião? Não? Como ficamos então..?
- Quer que eu arrebente, deixa eu ficar. Eu quero lutar e
enlouquecer os trouxas do teu caminho. Quero permanecer na
tua cilada e guerrear na tua estrada. Quero vencer essa demanda,
pois “nós” foram feitos, vamos desatá-los? Nós somos o tudo no
nada que te absorve. Vamos lutar, guerrear pra vencer a todos
e quaisquer obstáculos no teu caminho. Cada uma que tu tem,
hein, cara magra?
- Todos os louvores tu encontra no caminho... Cada fruta
o seu sabor. Haja valor de cor e não dissabor. Convenha em
frutificar a árvore e não desfrutá-la aos iníquos. Somos os valores
que te somam à verdadeira complacência dos fatos. Tenhamos fé
no Absoluto e terá o teu quinhão de sabedoria. Haja na fé!
- Ah! Vá cobra criada! Tu tem a mulher dos teus sonhos,
sonhe e realize. Nós estamos aqui o tempo todo, te esperando no
caminho da luz do teu ser. Trabalhe com fé e certeza no caminho
da tua cruz.
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