Page 26 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
ninguém me faz calar. Sou tudo o que a vida pode dar, porque não
usufruir? Sou todo o poder das trancas. Sou Exú capa preta, sou
o dono do Congá de Obaluaiê. sou o senhor Exú veludo... sou o
complexo de todos. Nossa! Quanta abnegação coração valente!
Tu te chama como? Tranca rua das almas? Que horripilante hein?
Sou teu servo na quietude e no silêncio, presencie e não temerá
mal algum.
- O Conde de Monte Cristo não é uma lenda, é uma
veracidade. Sabes de onde venho, do sistema de Orun. Oxumarê
das águas de Oxalá, retumbante relembra a glória do seu servo.
- Hoje ganharás o quinhão para o teu sustento, mantem-te
aceso para as ocorrências na tua vida. O teu caminho depende da
tua fé, tenha fé e faça o caminho.
Dei uma pausa, para uma reflexão e pensei comigo: Eu
gosto muito da valentia desse ser, sua força e determinação…
quando logo de imediato a energia que me envolvia se tornou
muito mais forte e ouvi dizer-me:
- Porra meu!
- Eu quero te dizer que estou feliz por te querer ao meu
lado no combate à ignorância. Quando vamos estar junto? Quero
brigar e enlouquecer a desonestidade e a mentira.
- Porra! Vá em busca do tesouro!
- Quero mandar um aviso aos trouxas, que quando eu chegar,
vou botar pra quebrar, quero ver quem vai comigo brigar...
- A Mãe de todos os Santos requer glória e paz, abnegação
em todos os sentidos da vida. A Mãe requer o poder de seus
filhos na Luz e não na escuridão.
- Hoje vamos tentar agüentar todo o sofrimento pela glória
de estar aqui, neste chão sagrado. Somos feitos no Kêtu. Apaê...
Exú Capa Preta
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