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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle


             totalmente ou quando de interrompidas, tornam-se cíclicas. O
             mesmo  quadro de  experiências  se repete  e  apenas  são troca-
             dos os personagens, mas a história  continua  sendo sempre a
             mesma, até que a nossa alma adquira através do sofrimento do
             ser personalidade, o seu brilho de outrora.
                   É inadmissível  para  mim  que pessoas se julguem  pode-
             rosas para manipular o destino de outras, com atos de maldade
             em  sua plena  consciência. O destino  de muitos  há que ser
             cumprido, pois a alma se vê no espelho da vida e alguns tentam
             achar o sentido da vida, a dois, para completarem os ciclos com
             a sorte a seu favor.
                   Grandes  desvios  para  mim  e  também  grandes  desafios,
             numa perseguição constante por forças obscuras e de seus
             levantes através de conselheiros que se dizem magos e justiceiros
             e entre eles os ditos “pais de santo”, atuando através de bruxarias
             de todo tipo de má sorte, obstruindo assim os trabalhos da luz.
             Não fosse o acolhimento de meus familiares seria eu mais um
             dormindo nos bancos das praias ou nas calçadas das ruas, pois eu
             tinha em mente esses maus pensamentos e não mais nadar contra
             as correntezas das dificuldades da vida, o que naturalmente, já
             estava sendo influenciado pelos kiumbas.
                   A insatisfação com a vida havia tomado conta de todo o
             meu ser e da minha vontade de lutar, para sobreviver, pois as
             coisas mais absurdas e inacreditáveis aconteciam comigo e ao
             meu redor. Todas as tentativas para uma vida segura e saudável
             davam sempre em nada e, durantes anos, foram muitas as ten-
             tativas.
                   Mas o plano espiritual jamais me abandonou, não permi-
             tindo  que  me  destruíssem.  Eu  não  teria  espaço  e  nem  tempo
             para paginar em detalhes toda uma trajetória de dores pelo que
             pode  passar um  ser humano que  não  possui o conhecimento
             das leis infradimensionais e sem uma proteção espiritual  na
             sua  vanguarda.  Desta  forma,  observem  os pobres  miseráveis


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