Page 31 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
- No tempo de Abas, no rufar dos tambores lutamos de
igual para igual contra os prisioneiros de Abas. Todos eles
queriam a guarda maior para conquistar proezas e enriquecer
os sabichões de felicidade, por tantas conquistas resolutas nas
tarefas de comando.
- O nosso tempo valeu para romper o elo com os ignorantes,
pois a guerra é e sempre será a nossa maior glória. Tu pensas que
nós fugimos da guerra, a guerra só nos faz bem e queira-me bem
longe da paz...
- Hoje os soberanos do intra-Universo serão soberbos
na tua Ordem Maior. Todo o teu tempo será tomado pra que
tu possa conquistar as realezas da tua alma sagrada. Valha-me
Deus o quanto tu merece... Vá-te!
Exú Capa Preta
Sempre estive em conformidade com as leis que atuam
no coração da alma pecaminosa. As trevas não poderão jamais
se sobrepor a Luz, pois que seria deste mundo se as trevas
imperassem sobre as Leis do Soberano?
Haverá para todos os malfeitores uma grande e desastrosa
estrada de trevas para que eles possam compensar as suas faltas
de colaboração com as Leis Soberanas e em resposta a todos os
seus atos de maldades, fica aqui em linhas expressas: Grande e
inatacável é a Glória do Senhor.
- Salve a vossa diretriz...
- Comida de caboclo é samambaia... comida de Exú é farofa
com dendê e conhaque. Hoje quero comer na tua casa!
- Comida de Exú é cana brava. Cada sorte que tu tem, eu te
provejo de tudo que é bom, né..?
- Comigo é assim, se tu me oferece, eu to lá; se tu me quer
contigo eu vou lá. Arria pra mim e te faço acontecer. Quando é
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