Page 30 - A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina
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A PÉROLA SELVAGEM - A ave de rapina, por Luciano Du Valle
- Hoje vamos reaver a tua crença, tá preparado? A comida
já chegou? Sortilégios te aguardam.
- Olha a matamba cara de pau, hoje vamos brigar, tá dis-
posto? Como vamos usufruir do contato sem desmerecer a lei?
Quando vou poder te entregar o galardão de sabedoria?
- Vamos lá que te quero forte, siga-me que te conduzo. Que
porcaria hein! A chave de tudo está aqui. Como vou dizer, como
vou falar? Quero ver acontecer, quero quebrar o dêsconforto
com sorte de merecer o equilíbrio do sistema.
Exú Capa Preta
Os prazeres que a vida nos dá pertence a todos. Todos
somos iguais e temos que ser valorizados pelo que somos e não
pelo que temos. O poder é dado aos justos de coração puro e
alma limpa e não aos iníquos de cara lavada com água impura.
- Quero comprar briga de Tebas. Quero enlouquecer os
trouxas no teu caminho... Virão estabelecer a plenitude da
desonra. Quero brincar, quer ver? O louco está solto nas ruas!
(Eles dizem) E querem pegá-lo sob leis de infração. Vamos botar
no pau todos esses trouxas. Quero ver a corda arrebentar sobre
todos eles. Vamos vingar as anomalias das severas. Vamos valer
na lei de Oriô. Tu sabe o que quero contigo, não?
- Hoje, tu merece a vitória sobre teus inimigos. As carrancas
dos mausoléus serão proferidas por aqueles que virão após o
triunfo. Nosso Conselho (que te informa) te quer presente na
grande luta.
- O tambor está tocando e mostrando que o tempo dos
trouxas chegou. Vou brigar, vou enlouquecer e vou também
enriquecer no combate. Tu te lembra como guerreamos no
último combate? Vamos lá, vamos voltar no tempo para que tu
sinta um pouco do sabor da vitória.
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