Page 168 - Manual do Atendimento Pré-Hospitalar – SIATE _CBPR
P. 168
Manual do Atendimento Pré-Hospitalar – SIATE /CBPR
● Palpação da coluna cervical para descartar possibilidade de fraturas
● Determinação de extensão das lesões
● Reavaliação contínua, observando sinais de deterioração
– Freqüência
– Parâmetros usados
Traumatismo Raquimedular - TRM
O traumatismo da medula espinhal também é chamado de traumatismo raquimedu-
lar – TRM. A maioria dessas lesões é causada por acidentes automobilísticos, quedas,
acidentes desportivos (principalmente mergulhos em águas rasas) e ferimentos por arma
de fogo.
Lesões ósseas vertebrais podem estar presentes sem que haja lesões de medula
espinhal; por isso, mobilizar a vítima quando há qualquer suspeita de lesão medular, man-
tendo-a assim até ser radiologicamente afastada qualquer suspeita de fraturas ou luxa-
ções.
“O socorrista e o médico devem estar conscientes de que manipulação, movi-
mentos e imobilização inadequados podem causar dano adicional ao traumatismo
de coluna vertebral e piorar o prognóstico da lesão”
Suspeitar sempre de traumatismo raquimedular nas seguintes situações:
● TRM Cervical – Lesão supraclavicular – qualquer vítima de trauma que
apresente lesões acima das clavículas
● TCE – Qualquer vítima de traumatismo cranioencefálico
● TRM Cervical, Torácica e Lombar – Múltiplos traumas – vítima
politraumatizada – Acidente automobilístico
Localizações mais freqüentes de TRM:
● cervical – Entre a quinta vértebra cervical (C5) e a primeira torácica (T1),
geralmente associado a TCE;
● transição toracolombar – Entre a décima primeira ou décima segunda
vértebra torácica (T11) (T12) e primeira lombar (L 1).
Sinais e sintomas do TRM dependem do nível da lesão, com comprometimento
neurológico abaixo desse nível, geralmente com alterações motoras (paralisias ou apenas
diminuição de força muscular - paresia) e sensitivas (anestesia, diminuição da sensibilida-
de e parestesias - formigamento, amortecimento etc.).
- 185 -