Page 41 - ASAS PARA O BRASIL
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O caráter desconfiado, individualista, hedonista e ainda por cima crítico
                  dos franceses não é sempre fácil de aguentar...

                  Um viajante qualquer não pode ser tratado como um ministro ou outras
                  pessoas importantes.


                  Os únicos meios de comunicação para o exterior naquela época eram o telex
                  (instrumento de tortura) e o telefone, é claro.

                  Em  certas  horas,  as  comunicações  eram  quase  inaudíveis,  o  número  de

                  telefone era inacessível e o preço era também dissuasivo.

                  Em casos de emergência, tínhamos que esperar longas horas para obter as
                  respostas  de  nossos  correspondentes  e  levando  em  consideração  o  fuso
                  horário.

                  Foi o que ocorreu numa missão organizada precipitadamente para o CNPF

                  (hoje, MEDEF, sindicato de empresários) em Hanói no Vietnã, onde os
                  passageiros que já se dirigiam ao aeroporto, só tiveram a confirmação das
                  suas reservas de quartos de hotel na chegada ao destino. O Vietnã acabava
                  de se reaproximar do Ocidente.

                  Geralmente,  o  serviço  “grupo”,  trabalhava  com  pequenas  margens  em
                  função  do  volume  de  negócios  e  do  tipo  de  prestações  que  o  cliente

                  desejava.

                         A partir de dez pessoas, as companhias aéreas geralmente outorgam
                  um desconto significativo e os preços dos deslocamentos do aeroporto e do
                  hotel são mais interessantes quando se viaja em grupo do que sozinho.


                  As exigências dos clientes eram estritas, tínhamos que procurar sempre a
                  melhor relação entre o preço e a qualidade dos serviços, e para as viagens
                  fora  da  França,  encontrar  os  melhores  correspondentes,  os  mais
                  “receptivos”.

                  Às  vezes,  acrescentávamos  viagens  de  alguns  dias  ou  uma  semana  pós-
                  congresso, assim como festas temáticas.


                  A  presença  e  a  escolha  de  guias  bilíngues  e  de  qualidade  eram
                  imprescindíveis para acompanhar nossos grupos e determinantes para o
                  sucesso da viagem.

                  Quantas vezes fui aos aeroportos para organizar (a qualquer hora) o check-
                  in  de  nossos  grupos  de  viajantes  para  facilitar-lhes  a  espera  durante  o

                  embarque? Não sei mais!
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