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Da mesma forma que a internet deslocou o poder em muitas esferas da sociedade,
também teve profundo efeito no protagonismo do parto no Brasil. E, como toda mudança,
esta causa um bocado de polêmica e resistência — especialmente entre a parcela dos
profissionais de saúde que sente seu poder, antes inquestionável, ameaçado.
Parto com amor é um dos primeiros livros brasileiros a documentar esse fenômeno cultural
tão interessante. E recebeu o apoio entusiasmado de uma das brasileiras mais famosas do
mundo, a supermodelo Gisele Bündchen. A maioria das celebridades marca dia e hora para
botar seus filhos no mundo, a data é escolhida com a ajuda de um numerologista e o mapa
astral está na lista do enxoval. Gisele, a celebridade entre as celebridades, não. Ela faz parte
desse movimento novo. Teve seu filho Benjamin em casa, na banheira, com a ajuda de uma
parteira. E sofreu críticas por causa disso.
Em entrevista ao Fantástico, programa da TV Globo, ela disse: “Meu parto não foi dolorido
em nenhum momento. Não foi assim, ai que dor, mas a cada contração eu pensava que meu
bebê estava mais perto de mim. Eu transformei aquela sensação intensa, que acontece para
todo mundo, em uma esperança de ele estar chegando mais perto. E no segundo dia (depois
do parto) eu já estava caminhando, lavando louça, fazendo panqueca, sabe assim, vida que
segue”.
Gisele leu Parto com amor e comenta na contracapa do livro: “O parto pode ser, sim, um
momento poderoso de transformação, alegria e prazer. Espero que este livro inspire muitas
mulheres”. Depois, encomendou exemplares para dar de presente às irmãs.
Espero que os votos de Gisele Bündchen se realizem.
2 de maio de 2011